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Trigo no RS: alta internacional eleva preços no estado nesta terça (24)

Seca nos Estados Unidos impulsiona cotações externas, impactando o mercado gaúcho; farelo segue em desvalorização

Da redação
DA REDAÇÃO

24/02/2026 • 10:29 • Atualizado em 24/02/2026 • 10:29

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Resumo

Movimento de alta nas cotações do trigo no Rio Grande do Sul é impulsionado pela valorização internacional, provocada pela seca severa nas áreas de cultivo de inverno dos Estados Unidos, que reduz a oferta global do cereal.

Oferta interna restrita, especialmente para trigo de melhor qualidade, sustenta o aumento dos preços pagos ao produtor gaúcho, enquanto o mercado de farelo de trigo apresenta queda devido à maior competitividade de outros insumos para ração animal, como farelo de soja e milho de verão.

Estabilidade nos preços das farinhas de trigo ocorre em razão da demanda ainda gradual do setor industrial e varejista, limitando o repasse da alta do grão para o produto final e mantendo o monitoramento das condições climáticas nas regiões exportadoras como fator de influência para futuras oscilações.

As cotações do trigo no Rio Grande do Sul registram alta nesta terça-feira (24), acompanhando o movimento de valorização no mercado internacional. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o impulso externo ocorre devido à seca severa que atinge as áreas de cultivo de inverno nos Estados Unidos, reduzindo a expectativa de oferta global.

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No cenário estadual, esse fator se soma à oferta interna mais restrita, especialmente para o cereal de melhor qualidade, o que sustenta o aumento dos preços pagos ao produtor gaúcho.

Impacto no mercado de farelo e ração animal

Diferente do grão integral, o mercado de farelo de trigo apresenta uma tendência oposta, com desvalorização tanto para o produto ensacado quanto para o comercializado a granel. De acordo com o Cepea, essa queda nos preços é motivada pela maior competitividade de outros insumos utilizados na fabricação de ração animal.

O farelo de soja, um dos principais concorrentes, também passa por um período de retração nos preços, o que pressiona as cotações do farelo de trigo para baixo. Além disso, o avanço da colheita do milho de verão amplia a disponibilidade de ingredientes energéticos no mercado, reduzindo a procura pelo derivado do trigo para nutrição animal.

Estabilidade nos preços das farinhas

Para o setor de farinhas de trigo, o período é marcado por uma estabilidade relativa nos preços. Pesquisadores do Cepea indicam que o mercado ainda não encontrou uma sustentação consistente para novos reajustes, uma vez que a demanda por parte da indústria e do varejo apresenta uma recuperação apenas gradual.

A ausência de um consumo aquecido limita o repasse da alta do grão para o produto final nas gôndolas. O setor produtivo segue monitorando as condições climáticas nas principais regiões exportadoras, como os EUA, que continuam sendo o principal vetor de influência para as oscilações de preços no mercado brasileiro de trigo.

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