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Vendas de máquinas agrícolas têm queda de 11,6% em 2024

Os tratores de roda foram os veículos mais procurados pelos produtores rurais, mas vendas de colheitadeiras caíram

VIVIANE TAGUCHI

22/05/2024 • 06:30 • Atualizado em 22/05/2024 • 06:30

Tratores de roda foram os mais demandados em abril

Tratores de roda foram os mais demandados em abril

Divulgação/NH

As vendas de máquinas agrícolas (tratores e colheitadeiras) no varejo nos primeiros quatro meses de 2024 caíram 11,6% no Brasil, quando comparadas ao mesmo período do ano passado. Apesar do crescimento registrado em abril, quando houve a realização da Agrishow, feira de máquinas em Ribeirão Preto (SP), com a venda de 4.210 unidades comercializadas. No mês de março, as concessionárias venderam 3.867 unidades. Os dados são da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

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De acordo com os dados da Anfavea, foram comercializadas até agora no país 14.615 unidades. Nos primeiros quatro meses do ano passado, 16.528 máquinas já haviam sido vendidas. Os tratores de roda foram as máquinas que mais tiveram demanda no período analisado, enquanto as vendas de colheitadeiras caíram.

A vice-presidente de máquinas da Anfavea, Ana Helena Andrade, disse que o quadro não é positivo, ainda que haja um aumento nas vendas em relação a março, as quedas sobre o mesmo mês do ano passado e no acumulado do ano são significativas. Segundo ela, alguns fatores ajudam a explicar este movimento, como o alto custo das commodities e financiamentos com longos períodos sem recursos oficiais, como o Moderfrota, do Plano Safra, que se esgotou rapidamente. “Tudo isso influencia na performance abaixo. A Agrishow teve uma movimentação extraordinária, com produtores menos resistentes em investir mas uma coisa é a intenção de compra, outra é o que vamos registrar nos próximos meses. Temos desejo forte de reter estes negócios, mas ainda é muito cedo”, disse.

Alexandre Bernardes, também vice-presidente de máquinas agrícolas da Anfavea, complementa que a taxa de juros segue travando o ímpeto dos clientes, que esperam uma queda da Selic mais à frente. “Por isso, é importantíssimo que haja medidas anticíclicas no Plano Safra, que possam reverter este número até o final do ano”, afirmou.

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