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Defesa de Léo Derik reage à condenação e confirma recurso ao TJPR

Advogados destacam pedido de absolvição feito pelo Ministério Público e confirmam recurso ao TJPR

Da redação
DA REDAÇÃO

14/08/2026 • 10:17 • Atualizado em 14/08/2026 • 10:40

Lateral do Athletico é condenado a 13 anos de prisão por estupros

Lateral do Athletico é condenado a 13 anos de prisão por estupros

Foto: José Tramontin/athletico.com.br

A defesa do jogador Léo Derik, do Athletico Paranaense, afirmou ter recebido com “absoluta surpresa” a condenação do atleta a 13 anos de prisão por dois crimes de estupro.

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Em manifestação enviada após a sentença, os advogados destacaram que o Ministério Público do Paraná pediu a absolvição do jogador ao final da instrução do processo.

De acordo com a própria sentença, o MP entendeu que o conjunto de provas não seria suficiente para uma condenação e apontou divergências entre as versões apresentadas sobre os dois episódios investigados.

Apesar da manifestação do Ministério Público, a Justiça teve entendimento diferente e condenou Léo Derik pelos dois crimes de estupro. O jogador foi absolvido da acusação de violência psicológica contra a mulher.

Defesa vai recorrer ao TJPR

A defesa ressaltou que a decisão é de primeira instância e ainda não é definitiva. Os advogados informaram que vão recorrer ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

Leia a manifestação na íntegra:

“A defesa de Leonardo Derik recebeu com absoluta surpresa a condenação em primeira instância. Principalmente porque o Ministério Público, depois de ouvidas todas as testemunhas do caso, pediu sua absolvição por ausência de provas.

A sentença não é definitiva. Antecipar publicamente um juízo de culpabilidade antes do julgamento dos recursos cabíveis afronta a presunção de inocência e pode produzir danos irreversíveis, mesmo diante de absolvição posterior.

A defesa recorrerá ao TJPR e confia no reexame do caso com costumeiro rigor técnico, de acordo com as provas produzidas nos autos.”

Léo Derik foi condenado a 13 anos

A Justiça estabeleceu pena de seis anos e seis meses para cada um dos dois crimes. Como os episódios foram considerados independentes, as penas foram somadas, chegando a 13 anos de reclusão em regime inicial fechado.

Léo Derik poderá recorrer em liberdade. Na sentença, a juíza afirmou não identificar, neste momento, os requisitos necessários para decretar a prisão preventiva.

O Athletico também se manifestou sobre o caso. O clube informou que não comentará o conteúdo do processo, que tramita em segredo de Justiça, e destacou que a sentença é de primeira instância e está sujeita a recurso.