
Lateral do Athletico é condenado a 13 anos de prisão por estupros
Foto: José Tramontin/athletico.com.br
A defesa do jogador Léo Derik, do Athletico Paranaense, afirmou ter recebido com “absoluta surpresa” a condenação do atleta a 13 anos de prisão por dois crimes de estupro.
Em manifestação enviada após a sentença, os advogados destacaram que o Ministério Público do Paraná pediu a absolvição do jogador ao final da instrução do processo.
De acordo com a própria sentença, o MP entendeu que o conjunto de provas não seria suficiente para uma condenação e apontou divergências entre as versões apresentadas sobre os dois episódios investigados.
Apesar da manifestação do Ministério Público, a Justiça teve entendimento diferente e condenou Léo Derik pelos dois crimes de estupro. O jogador foi absolvido da acusação de violência psicológica contra a mulher.
Defesa vai recorrer ao TJPR
A defesa ressaltou que a decisão é de primeira instância e ainda não é definitiva. Os advogados informaram que vão recorrer ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).
Leia a manifestação na íntegra:
“A defesa de Leonardo Derik recebeu com absoluta surpresa a condenação em primeira instância. Principalmente porque o Ministério Público, depois de ouvidas todas as testemunhas do caso, pediu sua absolvição por ausência de provas.
A sentença não é definitiva. Antecipar publicamente um juízo de culpabilidade antes do julgamento dos recursos cabíveis afronta a presunção de inocência e pode produzir danos irreversíveis, mesmo diante de absolvição posterior.
A defesa recorrerá ao TJPR e confia no reexame do caso com costumeiro rigor técnico, de acordo com as provas produzidas nos autos.”
Léo Derik foi condenado a 13 anos
A Justiça estabeleceu pena de seis anos e seis meses para cada um dos dois crimes. Como os episódios foram considerados independentes, as penas foram somadas, chegando a 13 anos de reclusão em regime inicial fechado.
Léo Derik poderá recorrer em liberdade. Na sentença, a juíza afirmou não identificar, neste momento, os requisitos necessários para decretar a prisão preventiva.
O Athletico também se manifestou sobre o caso. O clube informou que não comentará o conteúdo do processo, que tramita em segredo de Justiça, e destacou que a sentença é de primeira instância e está sujeita a recurso.
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