Mais de 150 policiais foram às ruas nesta sexta-feira (24) em uma mega operação contra o tráfico de drogas com base no bairro Parolin, em Curitiba. A ofensiva também ocorreu em Florianópolis (SC) e Maceió (AL).
Entre os presos está o chefe da organização criminosa, além do homem apontado como braço direito dele, identificado como Welington. Esposas e outros integrantes responsáveis pela movimentação financeira também foram detidos. Um suspeito segue foragido.
Durante a ação, outro alvo morreu após confronto com a polícia no bairro Parolin.
“O suspeito reagiu, nossa equipe preparada para esse tipo de situação acabou reagindo e o suspeito morreu no local”, afirmou o coronel Alexandre Dias, comandante do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar.
Líder vivia em condomínio de luxo em Maceió
Segundo a polícia, o líder do grupo vivia no Nordeste com alto padrão de vida. Ele foi encontrado em um condomínio de luxo em Maceió, com casas avaliadas em cerca de R$ 3 milhões. Werik de Souza Leal é conhecido como “Rajada”
A investigação aponta que os filhos estudavam em escolas particulares e que as faturas de cartão de crédito ultrapassavam R$ 40 mil por mês. Carros de luxo também faziam parte do patrimônio, bancado pelo tráfico.
Por que líder do tráfico estava em liberdade
De acordo com o delegado Ricardo Casanova, Rajada cumpria pena em regime semiaberto no Paraná e pediu transferência após alegar ameaças.
“Ele cumpria pena no semiaberto aqui, na Colônia Penal Agrícola. Ele se disse ameaçado em Curitiba e pediu a mudança de domicílio para Maceió. A execução penal também foi para lá. Como, na época, não havia vagas no sistema aberto, nem para colônia agrícola ou industrial, ele foi diretamente para o regime domiciliar, sem tornozeleira eletrônica, sem monitoramento. Ele ficou livre. Eles movimentavam muito dinheiro, elevaram o padrão de vida, viviam de maneira confortável, tudo pago com o dinheiro do tráfico”, disse.
Como funcionava o esquema da quadrilha
A polícia aponta que o grupo movimentou cerca de R$ 30 milhões entre 2018 e 2025. O dinheiro era ocultado por meio de um esquema de lavagem.
“Eles faziam depósitos de até R$ 20 mil em envelopes de R$ 2 mil. Iam de uma conta para outra, passando pelas esposas. Essas contas pertenciam a membros do grupo criminoso”, explicou o delegado Ricardo Casanova.
Execução de pai e filho em Almirante Tamandaré
A investigação começou após uma série de homicídios na região do Parolin. Segundo a polícia, a organização assumiu o controle do tráfico após eliminar um grupo rival.
Em março deste ano, criminosos executaram o chefe da organização rival. Nixon dos Santos Benítez foi morto a tiros junto com o filho na saída de um mercado em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, um dia após deixar a prisão.
“Pelo que a gente tem de informação, era apenas um grupo que dominava o tráfico e determinava as execuções no bairro Parolin. Em Tamandaré, a liderança do grupo rival acabou sendo executada na região metropolitana”, afirmou o delegado Ivo Viana.
O que acontece agora
As investigações continuam para identificar outros envolvidos no grupo criminoso.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, o policiamento será reforçado na região para evitar a retomada das atividades.
“Nós já temos uma ação desencadeada para manter a atuação no bairro, para que não venham outras lideranças”, afirmou o secretário de Segurança Pública, coronel Sanson.
O que se sabe até agora
- Mais de 150 policiais participaram da operação
- Ação ocorreu no Paraná, Santa Catarina e Alagoas
- Líder do grupo foi preso em condomínio de luxo em Maceió
- Braço direito e integrantes da estrutura financeira também foram presos
- Um suspeito morreu em confronto no Parolin
- Grupo movimentou cerca de R$ 30 milhões
- Dinheiro era lavado com depósitos fracionados e contas de terceiros
- Investigação começou após homicídios ligados ao tráfico
- Polícia aponta disputa entre organizações criminosas
- Um suspeito segue foragido
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