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O que se sabe sobre mega operação no Parolin em Curitiba

Líder foi preso em Maceió e vivia como rei no Nordeste

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

24/04/2026 • 13:00 • Atualizado em 24/04/2026 • 13:00

Mais de 150 policiais foram às ruas nesta sexta-feira (24) em uma mega operação contra o tráfico de drogas com base no bairro Parolin, em Curitiba. A ofensiva também ocorreu em Florianópolis (SC) e Maceió (AL).

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Entre os presos está o chefe da organização criminosa, além do homem apontado como braço direito dele, identificado como Welington. Esposas e outros integrantes responsáveis pela movimentação financeira também foram detidos. Um suspeito segue foragido.

Durante a ação, outro alvo morreu após confronto com a polícia no bairro Parolin.

“O suspeito reagiu, nossa equipe preparada para esse tipo de situação acabou reagindo e o suspeito morreu no local”, afirmou o coronel Alexandre Dias, comandante do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar.

Líder vivia em condomínio de luxo em Maceió

Segundo a polícia, o líder do grupo vivia no Nordeste com alto padrão de vida. Ele foi encontrado em um condomínio de luxo em Maceió, com casas avaliadas em cerca de R$ 3 milhões. Werik de Souza Leal é conhecido como “Rajada”

A investigação aponta que os filhos estudavam em escolas particulares e que as faturas de cartão de crédito ultrapassavam R$ 40 mil por mês. Carros de luxo também faziam parte do patrimônio, bancado pelo tráfico.

Por que líder do tráfico estava em liberdade

De acordo com o delegado Ricardo Casanova, Rajada cumpria pena em regime semiaberto no Paraná e pediu transferência após alegar ameaças.

“Ele cumpria pena no semiaberto aqui, na Colônia Penal Agrícola. Ele se disse ameaçado em Curitiba e pediu a mudança de domicílio para Maceió. A execução penal também foi para lá. Como, na época, não havia vagas no sistema aberto, nem para colônia agrícola ou industrial, ele foi diretamente para o regime domiciliar, sem tornozeleira eletrônica, sem monitoramento. Ele ficou livre. Eles movimentavam muito dinheiro, elevaram o padrão de vida, viviam de maneira confortável, tudo pago com o dinheiro do tráfico”, disse.

Como funcionava o esquema da quadrilha

A polícia aponta que o grupo movimentou cerca de R$ 30 milhões entre 2018 e 2025. O dinheiro era ocultado por meio de um esquema de lavagem.

“Eles faziam depósitos de até R$ 20 mil em envelopes de R$ 2 mil. Iam de uma conta para outra, passando pelas esposas. Essas contas pertenciam a membros do grupo criminoso”, explicou o delegado Ricardo Casanova.

Execução de pai e filho em Almirante Tamandaré

A investigação começou após uma série de homicídios na região do Parolin. Segundo a polícia, a organização assumiu o controle do tráfico após eliminar um grupo rival.

Em março deste ano, criminosos executaram o chefe da organização rival. Nixon dos Santos Benítez foi morto a tiros junto com o filho na saída de um mercado em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, um dia após deixar a prisão.

“Pelo que a gente tem de informação, era apenas um grupo que dominava o tráfico e determinava as execuções no bairro Parolin. Em Tamandaré, a liderança do grupo rival acabou sendo executada na região metropolitana”, afirmou o delegado Ivo Viana.

O que acontece agora

As investigações continuam para identificar outros envolvidos no grupo criminoso.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, o policiamento será reforçado na região para evitar a retomada das atividades.

“Nós já temos uma ação desencadeada para manter a atuação no bairro, para que não venham outras lideranças”, afirmou o secretário de Segurança Pública, coronel Sanson.

O que se sabe até agora

  • Mais de 150 policiais participaram da operação
  • Ação ocorreu no Paraná, Santa Catarina e Alagoas
  • Líder do grupo foi preso em condomínio de luxo em Maceió
  • Braço direito e integrantes da estrutura financeira também foram presos
  • Um suspeito morreu em confronto no Parolin
  • Grupo movimentou cerca de R$ 30 milhões
  • Dinheiro era lavado com depósitos fracionados e contas de terceiros
  • Investigação começou após homicídios ligados ao tráfico
  • Polícia aponta disputa entre organizações criminosas
  • Um suspeito segue foragido