
Caique Borges e Rafael Varela, da Bandshop, comentaram sobre marketplaces de nicho durante participação no podcast Rock Encantech.
Bandshop
Na hora de comprar pela internet, o preço continua sendo um dos fatores mais importantes para o consumidor. Mas ele já não é o único. Cada vez mais, a experiência de compra, a confiança na plataforma e a curadoria dos produtos também influenciam a decisão de quem compra online. Nesse cenário, os marketplaces de nicho vêm ganhando espaço no e-commerce.
O assunto foi tema de um episódio do podcast Rock Encantech, que contou com a participação de especialistas da Bandshop, loja oficial da Band: Caique Borges, gerente de Operações, e Rafael Varela, gerente Comercial. Durante o debate, eles falaram sobre as transformações do varejo digital e os diferenciais desse modelo de negócio.
O que é um marketplace de nicho?
O marketplace de nicho é uma plataforma criada para atender um público ou segmento específico, oferecendo uma seleção de produtos e uma experiência de compra mais personalizada.
Segundo Caique Borges, esse é um dos principais modelos de marketplace existentes atualmente. Além dele, há os marketplaces abertos, que são os mais conhecidos e reúnem milhares de vendedores e categorias em uma única plataforma, como fazem os grandes varejistas, e os fechados, voltados para públicos específicos, como clientes de instituições financeiras ou programas de benefícios.
O consumidor no centro da estratégia
Diferentemente dos grandes marketplaces, que costumam disputar o consumidor principalmente pelo preço, os marketplaces de nicho apostam na experiência de compra como principal diferencial. Para construir essa experiência, o ponto de partida é conhecer o público.
"A primeira coisa é entender com quem você quer falar. A partir disso, você constrói toda a estratégia, desde os produtos que serão ofertados até a experiência do usuário. É preciso entender onde esse público está e como ele prefere comprar", explicou Caique.
Na Bandshop, primeiro marketplace de um grupo de mídia do Brasil, essa estratégia também passa pela integração entre conteúdo, vendas e o perfil da audiência de cada programa da emissora.
"Sempre pensamos em como aquela pessoa que está assistindo consegue se ver utilizando aquele produto. Em uma ocasião, levamos uma churrasqueira para o Neto. Ele abriu a churrasqueira, fez bagunça, mostrou a marca, deu dicas de churrasco e vendeu bastante", contou Rafael Varela.
As tendências do varejo digital
Para Caique Borges, embora a inteligência artificial seja uma das principais tendências do varejo digital, o desafio é continuar aprimorando a experiência do consumidor.
"Muita gente coloca o futuro do varejo digital na inteligência artificial, mas eu vejo como prioridade fazer o básico muito bem feito. Os líderes de mercado não estão inventando a roda, mas evoluindo a experiência do usuário e fortalecendo um ecossistema que já funciona."
Segundo ele, a IA deve ganhar espaço principalmente na busca por produtos, com recomendações mais precisas e direcionamento direto para as lojas.
Outra tendência destacada durante o debate é a TV 3.0, que deve aproximar ainda mais conteúdo e comércio eletrônico. No futuro, a expectativa é que o consumidor consiga identificar produtos exibidos na televisão e realizar a compra diretamente pela tela, sem precisar acessar qr code ou outro dispositivo.

