Resumo
Uma nova falta de energia atingiu a região central de São Paulo na madrugada de terça-feira (28), afetando inicialmente quase 7 mil clientes, com a Enel atribuindo o incidente a uma escavação realizada pela Sabesp.
Um agravamento da crise de confiança na Enel ocorre após o rebaixamento de sua nota de classificação de risco pela agência Moody's, refletindo a possibilidade de perda da concessão do serviço de distribuição de energia em São Paulo e dificuldades de acesso a crédito.
Uma resposta imediata envolveu a Enel restabelecendo o serviço para parte dos clientes, disponibilizando geradores para minimizar o impacto, enquanto a Sabesp enviou equipe ao local para apurar responsabilidades e tomar medidas cabíveis.
Uma nova falta de energia atingiu a região central de São Paulo na madrugada desta terça-feira (28), afetando inicialmente quase 7 mil clientes.
O incidente ocorre em um momento delicado para a Enel, distribuidora de energia, que teve a nota de classificação de risco rebaixada pela agência internacional Moody's. Essa analise serve para avaliar o risco de crédito de empresas e governos, indicando a probabilidade de honrarem as dívidas.
A empresa atribuiu a nova interrupção a uma escavação realizada pela Sabesp na região de Higienópolis.
A Enel informou que conseguiu restabelecer o serviço para parte dos clientes afetados e que disponibilizou geradores para minimizar o impacto. Já a Sabesp afirmou que enviou uma equipe ao local para apurar a responsabilidade sobre o ocorrido e tomar as medidas cabíveis.
Risco de Perder a Concessão e Desconfiança do Mercado
O novo apagão agrava a crise de confiança na Enel, que já enfrenta um processo na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A situação pode levar à perda da concessão do serviço de distribuição em São Paulo.
Este cenário de incerteza levou a agência de classificação de risco Moody's a rebaixar a nota da Enel Américas, controladora da operação em São Paulo, de Baa2 para Baa3.
A nova avaliação, apesar de ainda ser considerada "grau de investimento", está no limite da classificação de segurança para investidores, com perspectiva negativa. Isso indica que, se o cenário piorar, a Enel pode ser vista como uma empresa de maior risco, o que dificulta o acesso a crédito e encarece financiamentos.
O rebaixamento está diretamente ligado aos seguidos apagões e à possibilidade de encerramento antecipado do contrato de concessão.


