
Estudo mostra que a proporção de smartphones é de 1,2 aparelhos por habitante no Brasil
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O Brasil consolidou de vez sua posição como um dos países mais conectados do planeta. O país acaba de registrar a impressionante média de 1,2 smartphone por habitante, superando com folga o próprio contingente populacional nacional.
Ao todo, o território brasileiro já contabiliza 258 milhões de celulares inteligentes em pleno funcionamento. Para fins de comparação, a população nacional está estimada em 203 milhões de pessoas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que mostra que a digitalização do país avança em ritmo muito mais acelerado do que o crescimento demográfico.
Os dados foram revelados pela prestigiada 35ª Edição da Pesquisa do Uso da TI, divulgada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGVcia), referência nacional no mapeamento de indicadores tecnológicos.
Um ecossistema além do bolso
O fenômeno da hiperconectividade nacional vai muito além dos aparelhos de telefonia. Quando o ecossistema de dispositivos portáteis é ampliado para incluir notebooks e tablets, o indicador salta para 1,8 aparelho por habitante, totalizando 384 milhões de unidades em circulação pelas mãos dos brasileiros — um avanço nítido frente à média de 1,7 registrada no mesmo período de 2023.
Se forem somados os computadores de mesa (desktops), o ecossistema atinge a marca histórica de 480 milhões de dispositivos digitais operando nas esferas doméstica e corporativa. Isso significa que, na média, há o equivalente a 2,2 aparelhos para cada cidadão brasileiro.
Essa avalanche de telas transformou também o mercado de acessórios. Diante de mais de 240 milhões de smartphones em uso diário, a busca por carregadores portáteis (powerbanks) registrou um crescimento expressivo. O item deixou de ser um artigo de luxo ou conveniência e virou um acessório de primeira necessidade para garantir a autonomia no trabalho, nos estudos e no lazer.
Trabalho híbrido dita tendências no mercado de PCs
Apesar do volume recorde de telas em circulação, o mercado de computadores tradicionais de mesa deu sinais claros de acomodação. Segundo os analistas da FGVcia, as vendas anuais desse segmento desaceleraram: foram comercializados 12 milhões de computadores no último ano, representando uma retração de 3% em comparação com o período anterior.
No entanto, essa mudança não aponta para um desinteresse pela tecnologia, mas sim para uma transformação qualitativa e de mobilidade no comportamento de empresas e consumidores:
Aceleração dos notebooks: O avanço definitivo do regime de trabalho híbrido consolidou a preferência pela flexibilidade. As empresas seguem investindo fortemente na compra de computadores portáteis para suas equipes, mantendo o setor aquecido mesmo diante da estabilidade dos desktops tradicionais.
Soberania dos smartphones: A projeção para os próximos anos indica que os smartphones vão ampliar ainda mais a distância em relação aos desktops e tablets. A preferência se justifica pela busca do consumidor por ferramentas compactas que consigam unificar, em um único ecossistema, o estudo, o ambiente profissional e o entretenimento.
A virada da Inteligência Artificial no cotidiano
Inovando em seu escopo de análise, a pesquisa da FGV mapeou, pela primeira vez em 35 anos, a penetração das ferramentas de Inteligência Artificial (IA) generativa no cotidiano dos brasileiros. O levantamento confirmou o que já se sentia no ambiente corporativo e acadêmico: a rápida e maciça adoção dos assistentes virtuais de última geração.
No topo do ranking de popularidade e de usuários ativos no país, o ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, lidera de forma isolada a preferência na categoria de chatbots. Logo atrás, as ferramentas concorrentes Google Gemini e Microsoft Copilot despontam como as principais alternativas em forte expansão no mercado nacional, consolidando a IA como a nova fronteira de produtividade no ecossistema mobile brasileiro.

