Resumo
Reunião de representantes dos caminhoneiros, convocada pela CNTTL, ocorre para decidir sobre paralisação nacional em protesto contra a alta do preço do diesel, com decisão coletiva prevista ainda para hoje.
Principais reivindicações da categoria envolvem preço do diesel, com alta acumulada de quase 19% desde fevereiro, piso mínimo do frete e intensificação da fiscalização na Petrobras, sendo a estratégia proposta de manter caminhões parados em postos ou residências, evitando bloqueios e confrontos diretos.
Monitoramento da situação é feito pelo Ministério dos Transportes, ANTT e ANP, sendo aguardado anúncio de pacote de medidas do governo para evitar greve, incluindo endurecimento da fiscalização contra frete abusivo e possível concessão de subsídios, além de operações para coibir aumentos injustificados nos combustíveis.
As associações que representam os caminhoneiros se reuniram, nesta quinta-feira (19), e optaram por não realizar uma paralisação da categoria nesta sexta-feira (20). De acordo com a decisão, tomada após uma assembleia com centenas de profissionais do setor, os representantes estão negociando com o governo e irão aguardar mais sete dias para definir uma greve.
Nesta semana, as representações chegaram a anunciar a paralisação, que seria na quinta-feira (19), mas recuaram da decisão e anunciaram que queriam também conversar com motoristas autônomos para definir as ações. A diretoria da CNTTL emitiu uma nota solicitando que manifestações anteriores de apoio fossem desconsideradas até que uma decisão coletiva fosse tomada hoje. Os protestos são contra as altas sucessivas do óleo diesel desde fevereiro deste ano, que acumula 18,86% de aumento.
Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da CNTTL, explicou que a categoria chegou ao limite financeiro. As principais pautas levadas à mesa de negociação e que motivam o estado de alerta são o preço diesel, com uma alta acumulada de quase 19% desde fevereiro e agravada nos últimos dias devido aos conflitos no Oriente Médio, o piso mínimo do frete e ações de fiscalização na Petrobras.
Estratégia de "braços cruzados"
Diferente de mobilizações anteriores marcadas por bloqueios de rodovias, a orientação atual de lideranças da CNTTL e da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) é a de "braços cruzados". A estratégia consiste em manter os caminhões parados em postos de combustíveis ou nas residências dos motoristas. A medida visa evitar o confronto direto com forças de segurança e o pagamento de multas pesadas por obstrução de vias públicas, mantendo, porém, a pressão pelo desabastecimento logístico.
O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) monitoram a situação de perto. Para esta quarta-feira, está previsto o anúncio de um pacote de medidas que busca desarmar a greve. Entre as promessas estão o endurecimento da fiscalização contra o frete abusivo e possíveis novos subsídios para amortecer o impacto do diesel nas bombas.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo), em nota, afirmou que segue com operações de fiscalização em nove estados e no Distrito Federal para coibir aumentos injustificados por parte dos postos de combustíveis.
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