Economia

Conflito no Oriente Médio não afetará exportações da Petrobrás, diz diretor

Cúpula da Petrobras nega ameaça ao fornecimento de petróleo para Ásia e Brasil, apesar da escalada de tensões entre EUA, Israel e Irã; Magda Chambriard alerta contra pânico e especulação nos preços

Da redação
DA REDAÇÃO

06/03/2026 • 18:04 • Atualizado em 06/03/2026 • 18:04

Petrobrás afirma que conflito não vai afetar exportações para a Ásia

Petrobrás afirma que conflito não vai afetar exportações para a Ásia

Agência Brasil

A escalada das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã não deve comprometer o fluxo de exportações da Petrobras para seus principais mercados asiáticos. A avaliação foi feita nesta sexta-feira (6), no Rio de Janeiro, pela cúpula da companhia, que monitora os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e seus reflexos no mercado de energia.

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De acordo com o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Romeo Schlosser, as vendas para China, Índia e Coreia do Sul seguem em segurança. O executivo explicou que as rotas utilizadas para abastecer esses países não passam pelas áreas diretamente ameaçadas pelo conflito. “Não vejo risco à exportação de petróleo”, afirmou Schlosser durante coletiva de imprensa.

O diretor também detalhou a situação das importações de óleo específico para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc). O volume, da ordem de 100 mil barris por dia a cada trimestre, possui alternativas logísticas robustas. Segundo Schlosser, a carga pode ser transportada pelo Estreito de Ormuz, pelo Mar Vermelho ou por portos no norte do Mar Mediterrâneo, o que garante uma "previsão sem risco" para a operação da unidade.

Volatilidade e "efeito papel higiênico"

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, adotou um tom de cautela sobre o comportamento dos preços, classificando o cenário atual como de "extrema volatilidade". Segundo a executiva, o valor do barril de petróleo pode oscilar drasticamente, variando entre US$ 53 e US$ 180, a depender da evolução das hostilidades.

Magda reforçou que a Petrobras está preparada para ser resiliente em qualquer um desses cenários, mas alertou contra o pânico do mercado. Ela comparou o momento atual à corrida aos supermercados no início da pandemia de Covid-19.

  • Especulação: A presidente afirmou que não há lógica econômica para uma disparada nos preços do gás de cozinha, por exemplo.
  • Comportamento: "Se todo mundo correr para comprar, vai aumentar o preço. É especulação", pontuou.
  • Estratégia: "Vamos viver um dia depois do outro, com a noite no meio", recomendou a executiva, sugerindo serenidade diante da crise externa.