Economia

Desenrola 2.0: quem pode usar FGTS e como renegociar dívidas

Proposta também prevê descontos que podem chegar a até 90% e foco em dívidas com juros mais altos

Da redação
DA REDAÇÃO

30/04/2026 • 15:58 • Atualizado em 30/04/2026 • 15:58

Desenrola já limpou o nome de 2 milhões de brasileiros

Desenrola já limpou o nome de 2 milhões de brasileiros

Foto: Agência Brasil

Resumo

O Desenrola 2.0, nova fase do programa federal de renegociação de dívidas, permitirá descontos de até 90% e o uso de até 20% do saldo do FGTS para quitar débitos, focando em dívidas com juros altos como cartão de crédito e cheque especial.

O Ministério da Fazenda finaliza os detalhes da proposta, que será apresentada oficialmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e deve priorizar pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos e débitos em atraso, com possíveis restrições para uso do FGTS apenas em casos de quitação total da dívida.

O funcionamento prevê negociações diretas entre consumidores e instituições financeiras, oferta de descontos elevados, possibilidade de parcelamento com juros menores e uso do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para reduzir riscos bancários, enquanto o início do programa depende de definição jurídica sobre o FGTS.

O Desenrola 2.0, nova fase do programa de renegociação de dívidas do governo federal, deve permitir o uso de até 20% do saldo do FGTS para quitar débitos. A proposta também prevê descontos que podem chegar a até 90% e foco em dívidas com juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial, segundo informações já divulgadas.

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A iniciativa está em fase final de elaboração pelo Ministério da Fazenda e será detalhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pronunciamento oficial previsto para as 20h30 desta quarta-feira (30), com duração estimada de 7 minutos. Além do Desenrola 2.0, a fala também deve abordar temas como dosimetria de penas e a escala de trabalho 6x1.

Quem pode usar o FGTS no Desenrola 2.0

A proposta em discussão prevê que trabalhadores possam utilizar até 20% do saldo disponível no FGTS para quitar dívidas.

O programa deve atender pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos e com débitos em atraso. Esse público é considerado prioritário na nova etapa.

Uma das regras em análise é que o uso do FGTS seja permitido apenas quando o valor for suficiente para quitar a dívida integralmente. Esse ponto ainda não foi confirmado.

Como vai funcionar o Desenrola 2.0

O Desenrola 2.0 deve manter o modelo de renegociação entre consumidores e instituições financeiras, com estímulo para concessão de descontos.

Os bancos poderão oferecer abatimentos elevados sobre o valor total das dívidas. Após o desconto, o saldo restante poderá ser parcelado, com juros menores do que os praticados atualmente em linhas como crédito rotativo e cheque especial.

O foco deve ser dívidas com maior impacto no orçamento das famílias, como:

  • cartão de crédito
  • cheque especial
  • empréstimos pessoais

Como renegociar dívidas no Desenrola 2.0

O formato de adesão ainda será detalhado pelo governo. A expectativa é que o modelo siga a lógica da versão anterior, com negociação entre consumidores e credores.

As condições finais, incluindo forma de acesso, etapas e regras operacionais, ainda dependem de definição oficial.

Caso o uso do FGTS seja aprovado, o valor poderá ser utilizado diretamente para quitar ou reduzir o débito dentro das regras que serão estabelecidas.

Quando começa o Desenrola 2.0

Ainda não há data oficial para o início do programa. O lançamento depende da validação final do governo e de ajustes jurídicos, principalmente em relação ao uso do FGTS.

O que muda no Desenrola 2.0

A principal novidade é a possibilidade de usar o FGTS para pagar dívidas, mecanismo que não existia na versão anterior.

A nova fase também deve ampliar o alcance do programa e reforçar os descontos oferecidos pelas instituições financeiras.

Garantias para viabilizar o programa

O governo prevê o uso do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que deve reduzir o risco para os bancos e incentivar a adesão às renegociações.

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