Economia

Governo quer retirar subsídios aos combustíveis quando petróleo estabilizar

Dario Durigan, ministro da Fazenda, afirma que equipe econômica monitora conflito no Irã e planeja eliminar subvenções assim que o mercado se estabilizar

Da redação
DA REDAÇÃO

17/07/2026 • 14:39 • Atualizado em 17/07/2026 • 14:39

Ministro afirma que o governo planeja retirar os subsídios assim que conflito arrefecer

Ministro afirma que o governo planeja retirar os subsídios assim que conflito arrefecer

Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ministério da Fazenda reforçou, nesta sexta-feira (17), o compromisso da equipe econômica em eliminar os subsídios aos combustíveis assim que o cenário internacional permitir. Segundo o ministro Dario Durigan, a medida é uma prioridade, mas a cautela permanece diante da instabilidade causada pelo conflito envolvendo o Irã.

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O governo monitora de perto os desdobramentos da guerra, que mantém o mercado global de petróleo em um estado de elevada incerteza. De acordo com o ministro, embora a alta volatilidade possa gerar um aumento imediato na arrecadação federal — via royalties e tributos sobre o petróleo —, a gestão pública não deve se limitar a um olhar puramente fiscal.

Impactos na economia e riscos sociais

Durigan destacou que a atuação do Poder Executivo precisa considerar os efeitos colaterais que uma escalada nos preços pode provocar na economia brasileira. O governo avalia que o aumento nos custos dos combustíveis traz riscos diretos, como:

Logística e transporte: Possibilidade de greves de caminhoneiros e prejuízos ao escoamento da safra agrícola.

Mobilidade urbana: Pressão sobre os custos do transporte público em grandes metrópoles.

Atividade econômica: Impactos generalizados nos preços e no consumo das famílias.

Equilíbrio entre metas fiscais e mitigação

Mesmo diante das tensões geopolíticas, o Ministério da Fazenda mantém o foco na sustentabilidade das contas públicas. A estratégia adotada até o fim do ano é buscar a melhoria do resultado fiscal sempre que possível, sem abdicar da capacidade de intervir para mitigar prejuízos decorrentes do conflito externo.

Quanto às subvenções atualmente em vigor, Durigan garantiu que elas passam por revisão constante e permanecem ativas apenas enquanto o governo aguarda a evolução da crise global.

"Nossa intenção é encerrar a subvenção assim que o preço do petróleo recuar. Esse é um compromisso nosso", declarou o ministro.

Com informações da Agência Estado