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Cafés arábica e solúvel entram para a lista de isenção do tarifaço de Trump

Café solúvel já estava sobretaxado desde agosto do ano passado, quando Donald Trump anunciou o primeiro tarifaço ao Brasil

VIVIANE TAGUCHI

16/07/2026 • 12:13 • Atualizado em 16/07/2026 • 12:13

Café fica fora do tarifaço, mas governo americano ameaça nova tarifa de 12,5%

Café fica fora do tarifaço, mas governo americano ameaça nova tarifa de 12,5%

Pixabay

Os cafés brasileiros foram incluídos na lista de isenção tarifária do governo norte-americano nesta quarta-feira (15). Os representantes dos produtores de cafés do Brasil - de café arábica e de café solúvel - participaram da audiência de defesa dos produtos em Washington no início deste mês.

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A decisão de manter os cafés brasileiros isentos de tarifa encerra um período de incerteza para o setor, que acompanhava com preocupação a investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

O resultado positivo foi fruto de um trabalho conjunto entre a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). As entidades participaram de audiências públicas em 6 e 7 de julho, contando com o apoio da National Coffee Association (NCA) e de importadores norte-americanos.

Segundo as duas instituições, a ação resultou em duas conquistas fundamentais: a manutenção dos itens que já estavam na lista de exceção e a inclusão do café solúvel não aromatizado no rol de produtos isentos da sobretaxa. Com isso, tanto o café verde quanto os industrializados, incluindo o solúvel e seus subprodutos, podem entrar nos Estados Unidos sem o encargo adicional de 25%.

Em nota oficial, as entidades destacam que a medida protege exportações brasileiras que movimentam entre US$ 2,0 bilhões e US$ 2,5 bilhões anualmente, reafirmando o Brasil como um "parceiro insubstituível" para os norte-americanos, que figuram como os maiores consumidores e importadores globais do produto.

Apesar da comemoração, Abic, Abics e Cecafé alertam que os produtores devem manter a atenção. Ainda está em curso uma segunda investigação do USTR, também fundamentada na Seção 301, que pode abrir uma nova possibilidade de tarifas para o café brasileiro, desta vez na ordem de 12,5%.

As instituições reforçam que continuarão com o trabalho permanente de representação do setor, defendendo a sustentabilidade, a qualidade e a competitividade do café brasileiro no mercado internacional.