Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
00horas
:
00min
:
00seg
Economia

Home office, bônus e inovação: o que cada geração busca no trabalho hoje

Levantamento mostra que salário segue como principal fator, mas flexibilidade, benefícios e propósito ganham peso nas decisões dos trabalhadores e variam entre gerações

2 min

01/04/2026 12:09 • Atualizado há 206 dias

Home office, bônus e inovação: o que cada geração busca no trabalho hoje

O salário voltou a ser o principal fator na decisão de trabalhadores brasileiros ao escolher ou permanecer em um emprego. É o que mostra uma pesquisa da Serasa Experian, realizada com 1.521 profissionais, na qual 33,1% apontam a remuneração como critério prioritário — alta de dois pontos percentuais em relação a 2023.

Continua depois da publicidade

O resultado reflete o impacto do aumento do custo de vida e reforça o peso da renda nas decisões individuais. Ainda assim, o levantamento indica que o salário já não é suficiente, isoladamente, para atrair e reter profissionais.

Benefícios corporativos, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e senso de propósito aparecem como fatores cada vez mais relevantes. Em contrapartida, itens tradicionalmente valorizados, como estabilidade e plano de carreira, perderam espaço, sinalizando uma mudança nas expectativas dos trabalhadores.

A pesquisa também mostra diferenças entre gerações. Profissionais da Geração Z tendem a priorizar modelos de trabalho mais flexíveis, como o home office. Já os Millennials dão maior importância a bônus e formas de remuneração variável. Entre os integrantes da Geração X, a autonomia no trabalho se destaca como fator decisivo.

Continua depois da publicidade

Entre os Baby Boomers, o levantamento aponta maior valorização de aspectos como contato com novas tecnologias e iniciativas de diversidade nas empresas. Nesse grupo, 8,8% indicam inovação e novas metodologias de trabalho como critérios relevantes — percentual superior ao registrado nas demais faixas etárias. O senso de propósito também aparece com mais força entre profissionais mais experientes.

Para Andre Purri, da Alymente, o cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho. Segundo ele, fatores como flexibilidade e alinhamento de valores têm se tornado decisivos para o engajamento e a retenção de talentos.

Os dados sugerem que o mercado brasileiro passa por uma transição, deixando de priorizar exclusivamente remuneração e estabilidade e avançando para um modelo em que qualidade de vida, benefícios e propósito ganham papel estratégico nas relações de trabalho.