Economia

Petróleo volta a subir nesta quinta-feira (9) com tensões no Oriente Médio

Petróleo Brent volta a subir e ultrapassa US$ 99 com incertezas sobre cessar-fogo e tensão no Estreito de Ormuz

Da redação
DA REDAÇÃO

09/04/2026 • 13:20 • Atualizado em 09/04/2026 • 13:20

O mercado global de energia registrou uma forte volatilidade nesta quinta-feira (9). Os contratos futuros do petróleo Brent reverteram parte das perdas recentes, operando com alta superior a 4% e voltando a patamares acima dos US$ 99. A valorização ocorre logo após uma queda histórica de quase 13% na sessão anterior — o maior recuo diário desde 2020.

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O movimento de alta é impulsionado por uma combinação de instabilidade geopolítica no Oriente Médio e gargalos logísticos em rotas vitais para o abastecimento mundial.

A confiança dos investidores na estabilidade da região foi abalada após trocas de acusações entre os Estados Unidos e o Irã. Ambos os países alegam violações nos termos do acordo de cessar-fogo.

Além disso, as operações militares de Israel contra o Hezbollah no Líbano continuam sendo um ponto de atrito. Autoridades iranianas defendem que o território libanês deve estar integralmente coberto pelo pacto, enquanto a continuidade dos confrontos ameaça desestabilizar a trégua recém-firmada.

O Brent é utilizado como o principal referência para a precificação do petróleo em nível mundial. Ele serve como base para contratos de exportação e refino, influenciando diretamente o custo dos combustíveis em diversos países, inclusive no Brasil.

O gargalo no Estreito de Ormuz

O fator mais crítico para a disparada dos preços, no entanto, reside na logística marítima. O Estreito de Ormuz, por onde transita aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo e gás, permanece praticamente bloqueado.

De acordo com informações da agência Reuters, Teerã passou a exigir aprovação militar para a passagem de embarcações. Nas primeiras 24 horas após o anúncio do cessar-fogo, apenas um navio petroleiro conseguiu transitar pela via. Este fechamento parcial representa uma das interrupções mais severas no mercado de energia dos últimos anos, pressionando a oferta global.