Economia

Banco do Brasil libera pix para compras na Argentina; veja como funciona

Em parceria com o Banco Patagonia, a nova solução permite que turistas paguem compras em lojas físicas usando o Pix diretamente de suas contas brasileiras

Da redação
DA REDAÇÃO

06/03/2026 • 15:49 • Atualizado em 06/03/2026 • 15:49

Banco pretende ampliar serviço em países onde há muitos brasileiros

Banco pretende ampliar serviço em países onde há muitos brasileiros

Divulgação

Resumo

Lançamento do serviço permite que correntistas do Banco do Brasil realizem pagamentos em lojas físicas na Argentina por meio do Pix, com possibilidade de uso por qualquer usuário do sistema, independentemente de vínculo com o banco.

Funcionamento da transação ocorre com leitura de código QR pelo aplicativo, conversão automática de moeda feita pelo banco, pagamento em reais pelo cliente e recebimento em moeda local pelo comerciante, com incidência de IOF sobre a operação.

Parceria com Banco Patagonia, uso de APIs, solução Wapa e infraestrutura da Coelsa viabilizam a tecnologia, e o Banco do Brasil planeja expandir o serviço para outros países, focando em regiões com grande presença de brasileiros.

Os correntistas do Banco do Brasil (BB) podem fazer pagamentos em lojas físicas na Argentina pelo Pix. Em parceria com o Banco Patagonia, A solução estreia na Argentina e poderá ser usada por qualquer usuário do Pix, mesmo que não seja correntista do banco.

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O pagamento funciona por meio da leitura de um Código QR exibido pelo comerciante, que pode estar em uma maquininha ou outro dispositivo. O cliente acessa o aplicativo da instituição financeira brasileira, escaneia o código, confere os dados e confirma a transação, sem necessidade de cadastro ou habilitação prévia.

Por trás da operação, há uma conversão automática de moeda realizada pelo banco. O valor da compra é pago em reais pelo cliente, enquanto o comerciante recebe na moeda local. Esse processo ocorre por meio de uma operação de câmbio integrada à transação.

Na prática, o débito sai diretamente da conta corrente ou da poupança do usuário no Brasil e aparece no extrato como um Pix comum. Sobre a transação incide o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tributo federal cobrado em operações de câmbio e crédito.

Segundo o banco, a conversão é viabilizada por meio de APIs, interfaces tecnológicas que conectam diferentes sistemas financeiros e permitem que a operação seja processada automaticamente em poucos segundos.

A solução foi desenvolvida em parceria com o Banco Patagonia, instituição financeira argentina que integra o conglomerado do Banco do Brasil. O sistema utiliza ainda a solução de cobranças Wapa e a infraestrutura tecnológica da Coelsa, empresa que atua no mercado de meios de pagamento na América Latina. “O lançamento do Pix no exterior reforça a atuação internacional do Banco do Brasil e nosso compromisso com a inovação em meios de pagamentos voltada ao bem-estar das pessoas”, afirmou em nota Felipe Prince, conselheiro de administração do Banco Patagonia e vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Risco do Banco do Brasil.

O BB estuda a expansão do Pix no Exterior para outros países da América, Europa e Ásia, especialmente em regiões com grande presença de brasileiros. Segundo a instituição, a iniciativa faz parte da estratégia de ampliar a oferta de serviços financeiros digitais e simplificar pagamentos internacionais.

Com informações da Agência Brasil