Economia

Preço do petróleo Brent despenca para menor valor em três meses

Acordo entre Estados Unidos e Irã reabre rotas no Oriente Médio e derruba cotação do barril Brent para a casa dos US$ 81

Da redação
DA REDAÇÃO

16/06/2026 • 07:35 • Atualizado em 16/06/2026 • 07:35

Preço do petróleo Brent despenca para menor valor em três meses

Preço do petróleo Brent despenca para menor valor em três meses

REUTERS/Kim Hong-Ji

O preço do petróleo registra forte queda no mercado internacional e atinge o menor valor dos últimos três meses. O barril do tipo Brent, que serve como referência global para o setor, opera na casa dos US$ 81, consolidando uma desvalorização diária superior a 2%. O movimento representa uma forte reversão no cenário energético global, que recentemente havia registrado picos de quase US$ 120 por barril devido aos temores de desabastecimento gerados por conflitos geopolíticos.

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A retração atual dos preços é impulsionada, principalmente, por desdobramentos diplomáticos no Oriente Médio e por uma reconfiguração nas forças de mercado que envolvem a oferta e a demanda global da commodity.

Acordo diplomático e alívio no Estreito de Ormuz

O principal gatilho para a desvalorização recente do petróleo é o anúncio de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar hostilidades na região do Oriente Médio. O entendimento diplomático atua diretamente sobre os riscos de gargalos na distribuição mundial do produto.

Anteriormente, o governo iraniano mantinha bloqueado o Estreito de Ormuz, uma das vias marítimas mais estratégicas do planeta, por onde escoa aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no mundo.

Com o estabelecimento do cessar-fogo e a consequente garantia de segurança para a navegação, os navios petroleiros voltam a circular regularmente pela região. A redução do risco político afasta a perspectiva de escassez e pressiona as cotações para baixo.

Desaceleração da demanda e impacto do dólar

Além do componente geopolítico, fatores estruturais de mercado contribuem para a tendência de baixa. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) revisou negativamente suas projeções de crescimento para a demanda global de combustíveis.

O ajuste reflete o ritmo de consumo de grandes economias mundiais, com destaque para a China, que apresenta uma atividade industrial e uma demanda por energia abaixo do que o mercado financeiro previa para o período.

A dinâmica cambial também exerce influência direta sobre o comportamento dos preços.

Como o petróleo é precificado globalmente em dólares americanos, as oscilações da moeda impactam o poder de compra dos importadores.

O fortalecimento do dólar frente a outras divisas internacionais torna a commodity mais cara para compradores que utilizam outras moedas, o que resulta no desaquecimento da demanda global e força os produtores a reduzirem o preço do barril para manter a competitividade no mercado internacional.

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