Economia

Quanto custa viajar para a Europa? Gasto diário pode chegar a 100 euros

Pesquisa aponta que 48% dos brasileiros desejam visitar o continente; especialistas detalham gastos diários, estratégias de economia e as novas exigências burocráticas para 2026

Da redação
DA REDAÇÃO

15/04/2026 • 15:42 • Atualizado em 15/04/2026 • 15:42

Hospedagem em torno do Coliseu, em Roma, pode dificultar a vida de alguns turistas

Hospedagem em torno do Coliseu, em Roma, pode dificultar a vida de alguns turistas

Pexel

Quase metade dos brasileiros (48%) planeja viajar para o Velho Continente em breve. A informação é da pesquisa “O Viajante Brasileiro”, desenvolvida pela Globo Sales Excellence Insights. No entanto, para que esse desejo saia do papel e se torne realidade, o pilar financeiro precisa de atenção redobrada.

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O custo de uma jornada internacional abrange desde despesas fixas, como passagens aéreas e hospedagem, até os gastos variáveis do dia a dia, como alimentação, transporte local e passeios. Para quem busca conforto, especialistas estimam que um valor entre 70 e 100 euros por dia (aproximadamente R$ 440 a R$ 635) seja suficiente para aproveitar a estadia sem grandes privações.

A pesquisa segmenta os gastos diários conforme o estilo de vida escolhido:

  • Econômico: entre 35 e 50 euros.
  • Confortável: entre 60 e 75 euros.
  • Folgado: entre 80 e 100 euros.
  • Luxo: a partir de 150 euros.

“É preciso destacar que 100 euros na Albânia não é o mesmo que 100 euros na Suíça”, alerta Maria Fernanda Moro, fundadora do blog Viaja que Passa. Segundo ela, o segredo de uma viagem satisfatória não é seguir recomendações genéricas, mas priorizar o que tem valor pessoal para o viajante.

O papel do roteiro na economia

A escolha do destino é o primeiro fator de influência nos custos. O Euro é a moeda oficial de 27 países, como Alemanha, França, Itália e Portugal. No entanto, ao planejar onde ficar em Londres, por exemplo, o turista deve estar atento à cotação da Libra Esterlina, geralmente mais valorizada.

A hospedagem também exige estratégia. Maria Fernanda orienta buscar o equilíbrio entre preço e localização. “Ficar em áreas bem conectadas ao transporte público pode ser mais vantajoso do que regiões afastadas apenas pela diária barata”, explica. Em cidades como Roma, o roteiro define a melhor região para dormir: quem foca em pontos históricos como o Coliseu terá necessidades diferentes de quem busca o turismo religioso no Vaticano.

Estratégias para poupar

Baixa temporada: Viajar entre fevereiro e maio, ou de setembro a novembro, garante preços reduzidos em voos e hotéis.

Antecedência: Reinaldo Domingos, presidente da Abefin, sugere reservar tudo com três a seis meses de antecedência para captar promoções.

Alimentação: Alternar entre restaurantes locais e compras em supermercados ajuda a equilibrar o orçamento.

Deslocamento: O uso de companhias low cost pode tornar voos entre países mais baratos do que trajetos terrestres longos.

Segurança e burocracia

O seguro viagem é item indispensável. Além de garantir tranquilidade em casos de extravio de bagagem, ele evita que emergências médicas comprometam as reservas financeiras.

Além disso, uma nova regra entra em vigor no último trimestre de 2026: o ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem). Brasileiros precisarão solicitar essa autorização online e pagar uma taxa para entrar em países como Espanha, Grécia, Polônia e Suíça. O documento permitirá estadias de até 90 dias para turismo ou negócios. “Economizar em uma viagem à Europa começa por entender onde estão os custos mais relevantes e planejar o roteiro com base nisso”, resume Maria Fernanda Moro.

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