Esporte na Band

Fifa reage a pressão contra Infantino e defende mandato do presidente

Entidade cita apoio das federações, critica “desinformação” e afirma que qualquer mudança no comando deve ocorrer por eleição

Da redação
DA REDAÇÃO

08/08/2026 • 20:46 • Atualizado em 08/08/2026 • 20:57

Gianni Infantino, presidente da Fifa

Gianni Infantino, presidente da Fifa

Benoit Tessier/Reuters

Resumo

A Fifa publicou comunicado neste sábado em defesa de Gianni Infantino diante da pressão crescente sobre o presidente da entidade.

A organização afirmou que qualquer mudança no comando deve ocorrer por eleição e criticou tentativas de enfraquecer o dirigente fora dos processos internos.

O posicionamento surge após manifestações de Conmebol e CAF e em meio ao confronto político entre Infantino e setores ligados à Uefa.

A Fifa saiu em defesa de Gianni Infantino neste sábado (8) em meio ao aumento da pressão sobre o presidente da entidade. Em comunicado oficial, a organização afirmou que não aceitará tentativas de afastá-lo fora dos processos previstos em seus estatutos e reforçou que qualquer mudança no comando deve ocorrer por meio de eleição.

Compartilhar

A manifestação ocorre após posicionamentos recentes da Conmebol e da Confederação Africana de Futebol (CAF) sobre a crise envolvendo Infantino. O presidente também enfrenta resistência da Uefa, que adotou postura mais dura diante das decisões tomadas pelo dirigente.

O principal ponto de desgaste envolve a FFE, projeto comercial que previa a entrada de investidores privados em ativos da Fifa. Infantino recuou da iniciativa, mas o episódio ampliou os questionamentos sobre sua gestão.

Fifa defende legitimidade de Infantino

No comunicado, a Fifa afirmou que Infantino foi eleito democraticamente pelas associações nacionais e segue com mandato vigente.

“A Fifa não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo relacionado à eleição do presidente da Fifa que seja inconsistente com os estatutos da Fifa, procedimentos democráticos e o quadro de governança estabelecido.”

A entidade também indicou que vê uma movimentação organizada para enfraquecer o presidente.

“É cada vez mais evidente que há um esforço concertado e contínuo de alguns para minar a Fifa e o seu presidente”, diz outro trecho.

Sem citar diretamente a Uefa, a Fifa afirmou que grupos sem maioria entre as federações não devem tentar alcançar por outros caminhos aquilo que não conseguiriam nas urnas internas da entidade.

Segundo o comunicado, alegações, insinuações e informações consideradas falsas não podem substituir os processos eleitorais previstos pelas regras da organização.

Conmebol adotou tom mais moderado

A Conmebol havia se manifestado na quinta-feira (6) sobre a crise envolvendo a FFE e o futuro de Infantino.

A entidade sul-americana considerou válido o recuo do presidente no projeto comercial e defendeu que qualquer eventual mudança no comando da Fifa siga os mecanismos democráticos da organização.

A posição contrasta com a postura adotada pela Uefa, que vem aumentando as críticas às decisões de Infantino.

Fifa promete reagir a informações que considerar falsas

A entidade também saiu em defesa da trajetória do presidente. No texto, destacou que Infantino trabalha há mais de 30 anos no futebol europeu e mundial e citou ações para ampliar recursos e oportunidades dentro do esporte.

A Fifa afirmou ainda que aceita fiscalização e questionamentos, mas prometeu responder a reportagens que considerar imprecisas ou enganosas.

“A Fifa acolhe com satisfação o escrutínio legítimo. Mas o escrutínio não é uma licença para distorcer fatos, amplificar alegações não fundamentadas ou fabricar distrações destinadas a minar o progresso.”

O comunicado termina reforçando que a entidade responde às suas 211 associações nacionais e pretende manter o foco na administração do futebol mundial.

Confira o comunicado da Fifa

“Ecoando as recentes declarações da CONMEBOL e da CAF, bem como discussões com Associações Membro e Confederações da FIFA de todo o mundo, a FIFA não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo relacionado à eleição do Presidente da FIFA que seja inconsistente com os Estatutos da FIFA, procedimentos democráticos e o quadro de governança estabelecido. O Presidente da FIFA foi eleito democraticamente pelas Associações Membro da FIFA e continua a servir com o seu mandato.

É cada vez mais evidente que há um esforço concertado e contínuo de alguns para minar a FIFA e o seu Presidente. Aqueles que não contam com o apoio das Associações Membro da FIFA não devem procurar alcançar por meio de alegações, insinuações ou desinformação o que não podem conseguir através dos processos democráticos estabelecidos da FIFA.

Reportagens recentes incluíram afirmações não fundamentadas e alegações manifestamente falsas sobre a FIFA e o seu Presidente. Especulações e insinuações não devem ser apresentadas como fatos, e a repetição não torna uma alegação verdadeira.

O Presidente da FIFA dedicou mais de 30 anos da sua vida profissional ao futebol europeu e mundial, contribuindo para mudanças significativas no jogo e, em particular, para ampliar o acesso, os recursos e as oportunidades em todo o futebol mundial. A mudança inevitavelmente desafia interesses estabelecidos, mas o desacordo com essa mudança não pode justificar esforços para minar o mandato democrático do Presidente da FIFA ou a instituição que ele foi eleito para liderar.

A FIFA acolhe com satisfação o escrutínio legítimo. Mas o escrutínio não é uma licença para distorcer fatos, amplificar alegações não fundamentadas ou fabricar distrações destinadas a minar o progresso. Onde a reportagem for imprecisa ou enganosa, a FIFA a contestará diretamente e com vigor.

A responsabilidade da FIFA é para com as suas 211 Associações Membro e para com o futebol em todo o mundo. Não nos deixaremos distrair ou desviar do fortalecimento da organização, da entrega às nossas Associações Membro e da continuação do trabalho de tornar o futebol verdadeiramente global. Através do Presidente da FIFA e da administração da FIFA, o nosso foco permanece firmemente nessa missão, e estamos mais determinados do que nunca para cumpri-la.”

Com Agência Estado