Esporte na Band

Em crise na Fifa, Infantino se reúne com presidente da Conmebol na Colômbia

Mandatário busca apoio sul-americano após forte desgaste provocado por plano comercial cancelado

Da redação
DA REDAÇÃO

08/08/2026 • 00:12 • Atualizado em 08/08/2026 • 01:17

Gianni Infantino, na Colômbia

Gianni Infantino, na Colômbia

Instagram/gianni_infantino

Em meio à turbulência nos bastidores da Fifa, o presidente Gianni Infantino esteve em Cali, na Colômbia, nesta sexta-feira, onde se encontrou com Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol. A reunião reforça a aliança do dirigente sul-americano ao ítalo-suíço após o fracasso de uma controversa proposta comercial da entidade.

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Domínguez divulgou um vídeo nas redes sociais ao lado de Infantino e de Alejandro Char Chaljub, prefeito de Barranquilla, durante a posse do presidente ultradireitista Abelardo de la Espriella. Em agenda no país, Infantino também esteve com Ramón Jesurún, presidente da federação colombiana, em um torneio infantil, onde discursou pregando união, alegria e felicidade no esporte.

Rejeição das confederações

A crise explodiu após a apresentação do plano da FFE, iniciativa para buscar investidores privados que teriam até 20% de participação na estrutura financeira. Rejeitada de imediato por Uefa, Concacaf e AFC, a proposta foi interpretada como uma tentativa de "vender a Copa do Mundo" e envolveu receios sobre a influência dos Estados Unidos, embora o presidente americano tenha negado conversas com Infantino sobre o tema.

A forte reação e a ameaça de boicote liderada pela Uefa — que articula o canadense Victor Montagliani como candidato para as eleições de março de 2027 — forçaram o recuo e o cancelamento do projeto. A Fifa pediu desculpas pelo formato de apresentação da proposta sem a participação das associações, gerando desgaste de imagem e discussões sobre uma eventual destituição do mandatário.

Sustentação política

Apesar da oposição da maioria das confederações, Infantino manteve a sustentação política da Conmebol e da Confederação Africana (CAF). Além do respaldo do órgão sul-americano, as federações de Argentina — comandada pelo aliado Chiqui Tapia —, Paraguai e México declararam apoio público ao presidente da Fifa.