Os ônibus estão de greve hoje? Saiba como está a situação em SP
A paralisação foi provocada pela divulgação de uma carta assinada por alguns empresários solicitando a postergação do pagamento do 13º salário

Após uma terça-feira de caos em São Paulo, a SPTrans informou no início da manhã desta querta-feira (10) que a frota de ônibus da cidade opera normalmente. A greve que paralisou 15 das 32 empresas do sistema de ônibus de São Paulo nesta terça-feira (9) chegou ao fim após uma reunião de emergência convocada pelo prefeito Ricardo Nunes, que exigiu responsabilidade das concessionárias e a imediata retomada do serviço.
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No encontro, realizado no gabinete do prefeito, ficou acordado que o transporte coletivo seria restabelecido imediatamente e que todas as empresas pagarão o 13º salário dos motoristas e cobradores no dia 12 de dezembro.
A paralisação foi provocada pela divulgação de uma carta assinada por alguns empresários solicitando a postergação do pagamento do 13º salário, documento que gerou forte reação da categoria.
Ricardo Nunes classificou o dia como “muito difícil e triste para a população” e afirmou que a Prefeitura não admitirá novas quebras de compromisso. “A empresa que não honrar o pagamento do 13º no dia 12, será notificada no dia 13 para início imediato do processo de caducidade. Ela será retirada do sistema”, declarou.
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Como fica o rodízio nesta quarta (10)
O rodízio de veículos na capital está mantido nesta quarta-feira (10). Os veículos que tem o final da placa com os números 5 e 6 não circulam nesses horários: das 7h às 10h e das 17h às 20h.
Sindicato alegou atraso em pagamento e São Paulo tem greve de ônibus
Em entrevista ao Brasil Urgente, o presidente do sindicato, Valdemir dos Santos, afirmou que o estopim foi o descumprimento de um acordo firmado com a Secretaria de Transportes. O combinado previa que a primeira parcela do 13º —já estava atrasada— seria paga junto da segunda parcela no dia 12 de dezembro.
Segundo Santos, o sindicato recebeu, por volta das 13h desta segunda-feira, um ofício das empresas de ônibus solicitando um novo prazo para o pagamento, sem data definida. A justificativa apresentada pelas viações envolveria questões contratuais e de repasses financeiros junto à Prefeitura de São Paulo.
