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Aliados veem surto e dizem que Bolsonaro alegou ouvir vozes em tornozeleira

A versão ganhou força após o vídeo em que o ex-presidente admite ter "metido ferro" na tornozeleira vir à tona

Estadão COnteúdo, com redação
ESTADÃO CONTEÚDO, COM REDAÇÃO

22/11/2025 • 19:34 • Atualizado em 22/11/2025 • 19:34

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmam que ele estava em "surto" quando usou um ferro de solda para tentar romper a tornozeleira eletrônica. Pessoas próximas à família dizem que Bolsonaro acreditava estar “ouvindo vozes vindas do aparelho”.A versão ganhou força após o vídeo em que o ex-presidente admite ter "metido ferro" na tornozeleira vir à tona. Antes disso, alguns aliados negaram publicamente a violação, citada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Moraes para decretar a prisão do ex-presidente. À Folha de S.Paulo, Renato Bolsonaro (PL), irmão do ex-presidente, disse que não passava de "história da Chapeuzinho Vermelho".Líder do PL na Câmara, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ) afirmou ao Estadão que o episódio mostra como o estado emocional de Bolsonaro está "totalmente alterado".Aliados afirmam, porém, que Bolsonaro sofreu um surto, mas não planejava fugir. Dizem que, se essa fosse a intenção, ele teria removido a tornozeleira na hora de sair, e não 24 horas antes."Se você estivesse com uma tornozeleira eletrônica e quisesse fugir em meio a uma vigília, mexeria no computador de monitoramento do equipamento 24h antes do evento ou cortaria rapidamente o aro segundos antes da fuga, com tudo pronto para zarpar?", questionou o deputado estadual Lucas Bove (PL), aliado de Bolsonaro, pelas redes sociais.

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Questionado sobre as imagens do relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do governo do Distrito Federal enviado ao STF, do objeto danificado, o advogado Paulo Bueno, representante de Bolsonaro, disse somente que a tornozeleira foi colocada para "causar humilhação" ao ex-presidente.O relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do governo do Distrito Federal apontou que o equipamento possuía queimaduras em toda sua circunferência.O documento diz que uma violação na tornozeleira foi detectada às 00h07 deste sábado, 22. O sistema de monitoramento da tornozeleira acionou imediatamente a equipe de policiais penais que faziam a escolta da residência do ex-presidente."Meti ferro quente aí. Curiosidade. (...) Ferro de solda", disse Bolsonaro a uma policial. O ex-presidente afirmou ainda não tentou romper a pulseira. "Não rompi a pulseira não. Está tranquilo aí."

Prisão de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou neste sábado (22) a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. O principal argumento para o pedido de prisão: manutenção da lei e da ordem. A detenção foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal após um pedido da Polícia Federal. O ex-presidente estava sob regime domiciliar.

Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado.

Na decisão que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Ministro Alexandre de Moraes destacou dois fatores técnicos cruciais: a notificação de violação da tornozeleira eletrônica e o risco iminente de fuga para embaixadas em Brasília. Ele estabeleceu protocolos rígidos para a execução do mandado, visando preservar a imagem e a integridade física do ex-presidente, que fosse realizada com respeito e sem algemas.

Poucas horas esta decisão, o ministro Alexandre de Moraes proferiu uma nova decisão negando os pedidos da defesa para que o ex-presidente cumprisse a pena em "prisão domiciliar humanitária".

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou, neste sábado (22), que a tornozeleira eletrônica só foi colocada para “causar humilhação” ao ex-presidente e que a fuga com o rompimento do equipamento é apenas uma narrativa para justificar a prisão.

Condenação no STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado. A pena foi definida após o colegiado entrar na fase de fase da dosimetria das penas depois da condenação dos oito réus da trama golpista. Bolsonaro está inelegível desde junho de 2023.

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