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Lula diz que irá aos EUA em março para reunião ‘olho no olho’ com Trump

Declaração de Lula foi feita na chegada ao Panamá, onde participa do Fórum Econômico internacional da América Latina e Caribe

Da redação
DA REDAÇÃO

28/01/2026 • 08:09 • Atualizado em 28/01/2026 • 08:09

Lula e Trump

Lula e Trump

Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (27) que irá a Washington, nos Estados Unidos, no começo de março para se encontrar com o presidente Donald Trump.

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A declaração de Lula foi feita na chegada ao Panamá, onde participa do Fórum Econômico internacional da América Latina e Caribe.

“Conversei com o Trump, com o Macron, com o Boric e depois vou conversar com mais gente, porque estou discutindo a questão do multilateralismo, a questão da democracia no mundo inteiro. Espero marcar com o presidente Trump, no começo de março, eu vou fazer uma viagem a Washington porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais democracias do Ocidente”, afirmou Lula.

“Acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, sabe, para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos", acrescentou o presidente.

Lula também destacou que está convencido de que eles vão voltar à normalidade logo, que vão fortalecer o multilateralismo e que vão fazer com que as economias voltem a crescer, “porque é isso que o povo espera de todos nós”.

Lula e Trump combinaram o encontro em Washington durante conversa por telefone no início da semana.

Situação na Venezuela

Ao ser questionado sobre a presença de militares norte-americanos no Caribe e a situação na Venezuela, Lula disse que conversou duas vezes com a presidente interina Delcy Rodríguez, mas não comentou sobre esse assunto.

“Ela estava muito preocupada com os acontecimentos que era muito recente. Eu proximamente vou falar com a presidente Delcy. Espero que ela consiga dar conta do recado”, pontuou Lula.

“É importante que o presidente Trump permita que a Venezuela possa cuidar da sua soberania, cuidar dos interesses democráticos da Venezuela e vamos ver o que vai acontecer. Está tudo muito recente e eu acho que nós temos que ter um pouco de paciência porque quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o próprio povo venezuelano. Não será o Brasil, não será os Estados Unidos, será a Venezuela e nós temos que ter paciência e ajudar com que o povo venezuelano possa cuidar do seu destino”, finalizou.