Enviado por Donald Trump para a América do Sul para pressionar o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, o USS Gerald R. Ford (CVN 78) não é apenas um navio de guerra: é uma plataforma de projeção de poder global.
De acordo com a Marinha dos Estados Unidos (U.S. Navy), este porta-aviões é o navio líder de sua classe e representa o primeiro novo design de porta-aviões em mais de 40 anos, concebido para ser a peça central da defesa nacional americana por todo o século XXI.
Um perfil de inovação e capacidade
O USS Gerald R. Ford foi projetado para maximizar a eficiência e a letalidade de suas operações aéreas. Com um deslocamento de aproximadamente 100.000 toneladas e um comprimento de 337 metros, suas dimensões são imponentes, mas é a tecnologia embarcada que o distingue.
As principais inovações, destacadas pelo Departamento de Defesa (DoD), incluem:
- Sistema Eletromagnético de Lançamento de Aeronaves (EMALS): Substituindo os tradicionais catapultas a vapor, o EMALS utiliza a energia eletromagnética para lançar aeronaves. A U.S. Navy afirma que este sistema proporciona uma aceleração mais suave, reduz o estresse estrutural nas aeronaves e permite um controle mais preciso do lançamento, aumentando a taxa de surtidas (operações de voo) em até 25% em comparação com a classe Nimitz anterior.
- Aparelho de Parada Avançado (AAG): Para o pouso, o AAG utiliza turbinas de absorção de energia controladas por um sistema digital. Segundo a Marinha, isso permite a recuperação segura de uma gama mais ampla de aeronaves, desde veículos aéreos não tripulados (drones) mais leves até caças pesados como o F-35C Lightning II.
- Reatores Nucleares A1B: O navio é alimentado por dois reatores nucleares de última geração, que geram quase três vezes a capacidade de energia elétrica da classe anterior. Essa vasta reserva de energia, conforme relatórios do DoD, não apenas alimenta os sistemas de propulsão, mas também suporta tecnologias futuras e de alta demanda energética, como armas de energia dirigida (lasers). Os reatores foram projetados para operar por 50 anos sem a necessidade de reabastecimento.
O poderio de guerra: uma força de projeção global
O propósito fundamental de um porta-aviões, como definido na Estratégia de Defesa Nacional do Pentágono, é a projeção de poder. O USS Gerald R. Ford é o núcleo de um Grupo de Ataque de Porta-Aviões (Carrier Strike Group), que inclui cruzadores, destróieres e submarinos.
Sua “Ala Aérea Embarcada” (Carrier Air Wing) é sua principal força ofensiva e defensiva. Conforme a U.S. Navy, o navio pode transportar mais de 75 aeronaves, incluindo:
- Caças de superioridade aérea F/A-18E/F Super Hornet e F-35C Lightning II.
- Aeronaves de guerra eletrônica EA-18G Growler.
- Aeronaves de alerta aéreo antecipado E-2D Advanced Hawkeye.
- Helicópteros MH-60R/S Seahawk para guerra antissubmarino e missões de busca e salvamento.
Com uma tripulação de mais de 4.500 marinheiros e aviadores, o navio pode operar de forma autônoma por meses, realizando missões que vão desde o combate de alta intensidade e controle dos mares até a prestação de assistência humanitária e socorro em desastres.
Trump x Maduro
A escalada de tensões entre EUA e Venezuela já teve bombardeios a 10 barcos venezuelanos no mar do Caribe e no Oceano Pacífico próximo à América do Sul, e cada vez mais aumenta a possibilidade de operações militares de tropas americanas na Venezuela.
O ministro da Defesa da Venezuela afirmou que agentes da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) já estão no país. A declaração foi dada após o presidente Donald Trump autorizar ações de Inteligência contra alvos ligados ao chavismo.
Tensões podem terminar em guerra?
Os Estados Unidos mobilizaram aviões de guerra na operação de combate ao tráfico de drogas no Caribe. A Venezuela diz que essa é uma justificativa para invadir o país.
Território americano no Caribe, a ilha de Porto Rico foi o local escolhido pelo governo Trump para servir como base dos modernos caças F-35. O avião, que carrega mísseis para diferentes tipos de missões e atinge até 2 mil quilômetros por hora, aumenta a presença militar nas proximidades da Venezuela.
Apesar de parecer querer ‘demonstrar poder’, Trump não deve apostar em uma invasão bélica contra a Venezuela. Isso porque, por ser parceira de ‘oponentes’ americanos, os Estados Unidos não podem garantir que a Rússia e a China ‘aceitaram a ingerência, uma invasão’, segundo a explicação de Uebel.
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