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Conselho da Paz: exclusão de palestinos e taxa geram resistência do Brasil

Governo, em princípio, não se opõe a participar de um fórum internacional voltado à reconstrução de Gaza, mas avalia que há pontos sensíveis que precisam ser esclarecidos antes de uma decisão

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

19/01/2026 • 08:12 • Atualizado em 19/01/2026 • 08:12

Bastidores de Brasília
Donald Trump e Lula

Donald Trump e Lula

Ricardo Stuckert/PR

Resumo

Reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler Mauro Vieira discute convite dos Estados Unidos para o Brasil integrar o Conselho da Paz, iniciativa liderada por Donald Trump com foco inicial na reconstrução da Faixa de Gaza.

Avaliação do governo brasileiro destaca preocupação com a ausência de representantes palestinos no debate sobre o futuro de Gaza, considerada inaceitável por Lula, e ressalta a necessidade de esclarecer pontos sensíveis antes de decidir sobre a participação.

Proposta prevê que Donald Trump seja o presidente inaugural do conselho, decisões tomadas por maioria simples com aprovação final do presidente do órgão, exigência de contribuição financeira de US$ 1 bilhão por país membro permanente no primeiro ano, e convite enviado a cerca de 60 países incluindo Brasil, Argentina e Canadá.

A primeira agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana será com o chanceler Mauro Vieira. Além de um despacho já previsto, os dois devem discutir o convite feito pelos Estados Unidos para que o Brasil integre o chamado Conselho da Paz, iniciativa liderada pelo presidente norte-americano Donald Trump.

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O grupo teria como primeiro tema a reconstrução da Faixa de Gaza. O governo brasileiro, em princípio, não se opõe a participar de um fórum internacional voltado à reconstrução do território, mas avalia que há pontos sensíveis que precisam ser esclarecidos antes de uma decisão.

O principal deles é a possibilidade de discutir o futuro de Gaza sem a participação de representantes palestinos. Para o governo Lula, a exclusão dos palestinos de um debate sobre o destino do território é considerada inaceitável.

Diplomatas brasileiros afirmam ainda que a proposta de Trump é criar um conselho que funcione como contraponto à ONU. Conforme a minuta do estatuto, países que desejarem integrar o grupo como membros permanentes teriam de contribuir com US$ 1 bilhão no primeiro ano.

O texto prevê que Donald Trump será o presidente inaugural do Conselho da Paz. As decisões seriam tomadas por maioria simples entre os países presentes, mas ficariam sujeitas à aprovação final do presidente do órgão.

Convites teriam sido enviados a cerca de 60 países. Entre os nomes citados estão o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Argentina, Javier Milei, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

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