
Donald Trump e Lula
Ricardo Stuckert/PR
Resumo
Reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler Mauro Vieira discute convite dos Estados Unidos para o Brasil integrar o Conselho da Paz, iniciativa liderada por Donald Trump com foco inicial na reconstrução da Faixa de Gaza.
Avaliação do governo brasileiro destaca preocupação com a ausência de representantes palestinos no debate sobre o futuro de Gaza, considerada inaceitável por Lula, e ressalta a necessidade de esclarecer pontos sensíveis antes de decidir sobre a participação.
Proposta prevê que Donald Trump seja o presidente inaugural do conselho, decisões tomadas por maioria simples com aprovação final do presidente do órgão, exigência de contribuição financeira de US$ 1 bilhão por país membro permanente no primeiro ano, e convite enviado a cerca de 60 países incluindo Brasil, Argentina e Canadá.
A primeira agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana será com o chanceler Mauro Vieira. Além de um despacho já previsto, os dois devem discutir o convite feito pelos Estados Unidos para que o Brasil integre o chamado Conselho da Paz, iniciativa liderada pelo presidente norte-americano Donald Trump.
O grupo teria como primeiro tema a reconstrução da Faixa de Gaza. O governo brasileiro, em princípio, não se opõe a participar de um fórum internacional voltado à reconstrução do território, mas avalia que há pontos sensíveis que precisam ser esclarecidos antes de uma decisão.
O principal deles é a possibilidade de discutir o futuro de Gaza sem a participação de representantes palestinos. Para o governo Lula, a exclusão dos palestinos de um debate sobre o destino do território é considerada inaceitável.
Diplomatas brasileiros afirmam ainda que a proposta de Trump é criar um conselho que funcione como contraponto à ONU. Conforme a minuta do estatuto, países que desejarem integrar o grupo como membros permanentes teriam de contribuir com US$ 1 bilhão no primeiro ano.
O texto prevê que Donald Trump será o presidente inaugural do Conselho da Paz. As decisões seriam tomadas por maioria simples entre os países presentes, mas ficariam sujeitas à aprovação final do presidente do órgão.
Convites teriam sido enviados a cerca de 60 países. Entre os nomes citados estão o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Argentina, Javier Milei, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.
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