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Lula se reúne com Vieira e deve discutir convite para ‘Conselho da Paz’

Presidente brasileiro foi convidado por Donald Trump para compor conselho sobre Gaza

Da redação
DA REDAÇÃO

19/01/2026 • 07:26 • Atualizado em 19/01/2026 • 07:26

Lula com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira

Lula com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne, na manhã desta segunda-feira (19), com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, no Palácio do Planalto, em Brasília.

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Na reunião, o presidente da República deve abordar o convite que recebeu do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para compor o Conselho da Paz para a Faixa de Gaza.

Segundo apuração do repórter da Band, Túlio Amâncio, o Brasil não deve tomar uma decisão nesta segunda. Por mais que o Brasil esteja aberto ao diálogo, alguns pontos geram resistência brasileira:

  • Integrantes do governo enxergam uma tentativa de Trump de criar um órgão que escanteie a ONU;
  • Poder do grupo concentrado em Trump;
  • A falta de palestinos no Conselho para discutir o destino dos palestinos incomoda;
  • Cada membro teria que entrar com US$ 1 bilhão. O governo tem receio de dinheiro ser usado para planos em Gaza que o Brasil não concorde.

Conforme divulgado pela Band no último sábado (17), o assunto só iria começar a ser tratado por Lula quando o chanceler brasileiro voltasse do Paraguai, onde participou da assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

Além do Brasil, os líderes do Egito, Catar, Argentina e Turquia também foram convidados a participar.

Em comunicado, a Casa Branca informou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o genro de Donald Trump, Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, farão parte do conselho executivo.

O objetivo deste colegiado, segundo a nota, é "operacionalizar a visão do Conselho de Paz", presidido pelo próprio Trump.