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Golpe do Pix, roubos de celulares e mais: como se prevenir de crimes no Carnaval

Para curtir a folia com segurança, algumas dicas simples podem fazer a diferença e evitar dores de cabeça

Da redação
DA REDAÇÃO

27/02/2025 • 11:52 • Atualizado em 27/02/2025 • 11:52

Criminosos aproveitam Carnaval para cometer golpes

Criminosos aproveitam Carnaval para cometer golpes

Roberto Sungi/Ato Press/Estadão Conteúdo

Resumo

O Carnaval já começou em boa parte do país. Muitos vão cair na folia, curtir os blocos ou ir atrás dos trios elétricos. Mas além dos foliões, criminosos podem aproveitar o momento de descontração para aplicar golpes e cometer crimes.

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Para evitar a situação, em São Paulo e no Rio de Janeiro a segurança foi reforçada: na capital paulista serão 160 mil policiais empenhados na Operação Carnaval. Já na capital fluminense, a PM realizará um esquema especial de segurança, além do monitoramento com câmeras de reconhecimento facial.

Mesmo assim, é importante seguir certos cuidados para evitar dor de cabeça e perdas financeiras. Confira dicas simples que podem deixar o Carnaval mais tranquilo.

Golpe do Pix

Este tipo de golpe pode ocorrer de diversas maneiras, seja a exigência de um Pix por um colaborador de banco falso, seja por mensagem falsa ou até em compras fraudulentas. No Carnaval, o golpe do Pix pode ocorrer durante compras de bebidas ou comidas, já que muitas vezes o golpista pode colocar valores errados nas máquinas de pagamento e, na distração, o pagamento é feito.

Para escapar do golpe sem evitar usar o Pix, preste atenção nas informações de contato da pessoa que irá receber a transação, o valor que aparece no celular. Também verifique o comprovante e confirme com o vendedor que a operação foi feita.

Golpe da maquininha

Fraude famosa em entregas falsas, o uso de máquinas de cartão para cometer golpes também é famosa no Carnaval. Ao tentar realizar o pagamento na maquininha, golpistas alegam que a transação não foi feita. Em seguida, fazem novas supostas tentativas de cobrança, fazendo com que o valor total seja debitado várias vezes.

A recomendação é a mesma do Pix: preste atenção nos valores da máquina e, em caso de erro, não faça a compra. Verifique também se no aplicativo bancário a compra foi processada.

Golpe da troca de cartão

Nesta variação de fraude, os golpistas trocam os cartões originais das vítimas por falsos. Na hora de comprar uma bebida ou alimento, o cliente, distraído, entrega o cartão de crédito ao suposto vendedor e digita a senha na maquininha, enquanto o golpista ou outro o observa.

Depois, um cartão idêntico ao da vítima é devolvido e o golpista fica com o verdadeiro e com a senha. Para não cair nesse tipo de golpe, é preciso estar sempre atento e nunca entregar o cartão para qualquer vendedor. Uma das sugestões de especialistas é o uso da função “aproximação”, que evita usar a senha com frequência para não ser clonada.

Roubos de bolsas ou celulares

Seja encurralando para roubar ou furtando no meio da folia, existem diversas maneiras de aproveitar a distração e ter pertences levados. Para evitar esta situação, uma boa sugestão é utilizar uma doleira, que esconde os pertences colados ao corpo. Ficar atento aos itens pessoais e se proteger em caso de confusão também é necessário.

Fui roubado no Carnaval e agora?

Caso tenha o celular levado, o primeiro a fazer é entrar com a operadora para bloquear o IMEI e reconfigurar o aparelho remotamente, segundo as configurações de fábrica. Avise ao banco para bloquear o acesso pelo celular e outras instituições financeiras que você poderia acessar pelo telefone.

O Brasil também conta com o programa Celular Seguro. Lançado em dezembro de 2023, o aplicativo bloqueia o telefone cadastrado quando usuários informam perda, roubo ou furto dos aparelhos.

Para enviar o alerta de bloqueio, basta acionar o "botão de emergência". O ministério orienta que o alerta deve ser disparado somente se o usuário foi vítima de furto ou roubo do celular, ou perdeu o aparelho. Após o registro, o aparelho é bloqueado. Os bancos e instituições financeiras integrantes do programa fazem o bloqueio das contas bancárias.

Por questões de segurança, não há como reverter o bloqueio depois do disparo do alerta. Se o usuário emitir o alerta e recuperar o aparelho em seguida, precisará entrar em contato com a operadora, bancos e outros para ter de volta o acesso. Cada empresa define os próprios procedimentos de recuperação dos aparelhos e contas em aplicativo.

Ao fazer o cadastro, o usuário pode indicar uma pessoa de confiança, que fica autorizada a efetuar o bloqueio. A vítima pode solicitar o bloqueio pelo site, acessando um computador.

Caso seja usuário de iPhone, é possível bloquear o telefone pelo iCloud.com/find. Com a conta da Apple, é possível selecionar o aparelho que foi roubado, rastreá-lo e bloqueá-lo. É possível também apagar remotamente os dados do telefone de forma remota.

Já usuários de Android têm outra camada de segurança. O 'Modo Ladrão', que utiliza Inteligência Artificial, bloqueia automaticamente a tela quando houver detecção de movimento que sugira furto ou roubo. A I.A também reconhece tentativas excessivas de autenticação com falha.

O terceiro recurso anunciado é o Bloqueio de Dispositivo Off-line, que poderá ser usado caso o ladrão tente desconectar o telefone por longos períodos de tempo. Caso ele fique off-line, será bloqueado assim que entrar em rede. É possível também controlar o telefone de forma remota, pelo android.com/lock.

Depois que a tela do dispositivo for bloqueada remotamente, ela poderá ser desbloqueada com o próprio bloqueio de tela do usuário.