O governo federal decidiu mapear os senadores que votaram contra a indicação de Jorge Messias para cargo no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi rejeitado pelo placar de 42 votos contra e 34 a favor.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia indicado Messias para o cargo, assim como também tinha orientado que aliados votassem a favor do advogado-geral da União. O resultado pegou Lula de surpresa.
O resultado provocou críticas ao desempenho de Jaques Wagner e Randolfe Rodrigues, líderes do governo no Senado e Congresso, respectivamente, pela incapacidade dos dois de identificar traições na base.
Após a derrota, na quarta-feira (29), Jaques Wagner se reuniu com Lula no Palácio da Alvorada, onde o presidente deu uma ordem clara: mapear todos os senadores que descumpriram a orientação de apoio a Messias.
O clima é de revide contra Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Um levantamento dos seus indicados para cargos no governo federal já está sendo feito, e Lula pode exonerar esses funcionários como forma de retaliação política.
Jorge Messias foi rejeitado como novo ministro do STF na quarta-feira (29) com 42 votos contrários e 34 a favor no plenário do Senado. Ele precisava da maioria simples dos 81 senadores da Casa.
Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ocuparia a vaga do ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025. Ao todo, o STF é composto por 11 ministros.
Nova derrota
Já nesta quinta-feira (30), o governo Lula sofreu nova derrota com o Congresso derrubando seu veto ao projeto de lei da dosimetria, que visa reduzir penas a condenados por atos antidemocráticos, como o de 8 de janeiro de 2023.
Na Câmara, foram 318 votos a favor da derrubada do veto, 144 votos a favor dele e cinco abstenções. Já no Senado Federal, o resultado foi de 24 votos a favor da manutenção do veto, enquanto 49 senadores votaram pela derrubada.
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