Jornal da Band

Com protagonismo de Trump, Cúpula da Paz oficializou o acordo de cessar-fogo em Gaza

Num pronunciamento à imprensa, após a assinatura do acordo, Donald Trump voltou a agradecer o esforço de todos os países que se envolveram nas negociações de paz

EDUARDO BARÃO

13/10/2025 • 20:01 • Atualizado em 13/10/2025 • 20:01

Cartazes espalhados por Sharm El Sheik já antecipavam que Donald Trump teria um papel de destaque na cúpula da paz. E isso se confirmou assim que os convidados chegaram. Com uma trilha sonora triunfante, o presidente americano era só sorrisos ao cumprimentar quase todos os líderes mundiais que participaram do encontro, no Egito.

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Entre os principais nomes estavam o premie britânico, Keir Starmer; o presidente turco Taíp Erdogan; o secretário geral da ONU, Antonio Guterres; e o presidente da autoridade palestina, Mahmoud Abbas.

Trump só não sorriu na hora da foto com o líder francês Emmanuel Macron. E no meio da recepção um convidado inesperado: Gianni Infantino, presidente da FIFA. Logo depois, veio o momento que o mundo esperava. A formalização do acordo de paz na Faixa de Gaza. Além de Donald Trump, assinaram o documento os líderes do Egito, Turquia e Catar, que atuaram como mediadores das negociações. Não havia representantes de Israel nem do Hamas.

Num pronunciamento à imprensa, após a assinatura do acordo, Donald Trump voltou a agradecer o esforço de todos os países que se envolveram nas negociações de paz.

“Este é um dia monumental. Este é um momento monumental na história do mundo, além do Oriente Médio”, disse Trump.

Trump destacou que entre as próximas etapas do plano de paz, está a reconstrução de Gaza.

“E para o povo de Gaza, o foco agora deve ser restaurar os princípios básicos de uma vida digna. Teremos muito dinheiro entrando em Gaza e muita reconstrução e construção. Não se trata tanto de reconstrução, mas sim de construção. Limpeza e construção, e tenho o prazer de anunciar que vários países de grande riqueza, poder e dignidade se apresentaram a mim hoje e na última semana para dizer que querem ajudar na reconstrução de Gaza”, afirmou.

E lembrou que o acordo determina que o Hamas entregue as armas.

“Todos concordamos que o apoio a Gaza deve ser feito para elevar o próprio povo, mas não queremos financiar nada que tenha a ver com derramamento de sangue, ódio ou terror, como aconteceu no passado. Pelo mesmo motivo, também concordamos que a reconstrução de Gaza exige que ela seja desmilitarizada e que uma nova força policial civil honesta deve ter permissão para criar uma condição segura para o povo de Gaza”, disse.

A reunião desta segunda serviu ainda para discutir os próximos passos do acordo de paz, que prevê desafios significativos. Como a resistência do Hamas ao desarmamento e a formação de um futuro governo, que represente todos os grupos palestinos.

Esses passos, segundo o presidente americano, serão monitorados por um conselho internacional, que vai acompanhar também a distribuição de ajuda humanitária, que começou no domingo.

Anfitrião da cúpula, o presidente do Egito também ressaltou a importância do cessar-fogo, ao dizer que o plano cria o horizonte político para a implementação do estado palestino.

A pressão internacional e o apoio dos estados unidos têm sido fundamentais para avançar nas negociações. O sucesso da segunda fase será crucial para alcançar uma paz duradoura em gaza e proporcionar uma base para a estabilidade no Oriente Médio.