A corrida eleitoral para a Presidência da República movimentou as principais agendas políticas nesta sexta-feira (17). O dia dos candidatos ao Palácio do Planalto foi marcado pela resposta contundente do presidente Lula às ameaças tarifárias de Donald Trump, pela definição de uma candidatura própria do PT em um estado estratégico e pela determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para que o senador Flávio Bolsonaro preste depoimento.
Em agenda oficial no Rio de Janeiro, onde visitou a Escola Nacional de Saúde Pública e o Instituto de Traumato Ortopedia, o presidente Lula comentou publicamente sobre o novo tarifaço anunciado pelo governo norte-americano contra as exportações brasileiras. Lula declarou que pretende travar uma "guerra de narrativas e da verdade" com o presidente dos Estados Unidos: "Ele vai ter que aprender a fazer guerra com outra arma que é a arma da palavra", disparou.
Definições em palanques e depoimento no STF
Além da política externa, a campanha de Lula avançou nas articulações domésticas. O PT optou por abrir mão de alianças locais e lançará o deputado federal Patrus Ananias como candidato próprio ao governo de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, encerrando as especulações que envolviam os nomes de Rodrigo Pacheco e Alexandre Kalil.
No plano judicial, o ministro Alexandre de Moraes agendou para o próximo dia 28 o depoimento de Flávio Bolsonaro (PL). O parlamentar é investigado por calúnia após publicar, em janeiro, conteúdos que associavam Lula ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. Segundo Moraes, a medida foi tomada após a defesa do congressista perder o prazo para sugerir datas e horários para a oitiva.
Acenos ao eleitorado feminino e críticas da oposição
Para tentar conter o desgaste e focar no eleitorado feminino, Flávio Bolsonaro usou as redes sociais ao lado de Daniela Marques, ex-presidente da Caixa e cotada para vice em sua chapa, para lançar o programa "Brasil por Elas". A plataforma prevê incentivos ao empreendedorismo e a promessa de distribuição de internet e aparelhos celulares gratuitos para mulheres de baixa renda.
A movimentação de Flávio, contudo, foi alvo de ataques por parte de adversários. Em cumprimento de agenda no Rio Grande do Sul, o pré-candidato Ronaldo Caiado (PSD) ironizou o desempenho do rival nas pesquisas, atribuindo a queda a "problemas de ordem pessoal que diluem sua credibilidade".
A sexta-feira eleitoral contou ainda com agendas de Renan Santos (Missão) no Rio de Janeiro, criticando o cancelamento do show de uma banda por suposta perseguição política, e de Romeu Zema (Novo) em São Paulo, em encontros com lideranças regionais.
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