
Irã ataca Israel com mísseis e atinge cidades no sul do país
Band TV
Prestes a completar 30 dias, o conflito que incendeia o Oriente Médio não apresenta sinais de trégua. Enquanto as frentes de batalha se expandem por Irã, Israel e Líbano, o impacto econômico global é imediato com a crise no setor energético e a paralisia de rotas comerciais estratégicas.
O custo humano: números dramáticos
De acordo com o Crescente Vermelho iraniano, o balanço de um mês de hostilidades é devastador:
Mortos: mais de 1.900 pessoas.
Feridos: mais de 20 mil pessoas.
Crianças: pelo menos 160 crianças mortas no Irã. Em homenagem a elas, jogadores da seleção iraniana entraram em campo com mochilas escolares antes de um amistoso contra a Nigéria.
Um dos episódios mais graves ocorreu em 28 de fevereiro: o bombardeio a uma escola em Mináb. Investigações apontam que o local foi atingido por um míssil Tomahawk disparado pelos Estados Unidos, que negam a autoria. O caso gerou trocas de acusações de genocídio na ONU, em sessão boicotada por embaixadores americanos e israelenses.
Frentes de combate: Irã, Israel e Líbano
O conflito se desenrola em múltiplos eixos de ataque:
Irã: a capital, Teerã, sofre com bombardeios noturnos em prédios residenciais. Recentemente, uma operação conjunta entre EUA e Israel atingiu uma usina de urânio em Iasde; a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que não houve vazamento radioativo.
Israel: o ministro da Defesa, Israel Katz, anunciou a ampliação de ataques contra alvos militares iranianos para frear o lançamento de mísseis e drones que atingem cidades como Arad, onde condomínios inteiros foram transformados em escombros.
Líbano: Israel realiza incursões terrestres no sul do país para estabelecer uma "zona tampão" contra o Hezbollah. A destruição de infraestrutura, como pontes, já forçou 1 milhão de pessoas a deixarem suas casas. Segundo o UNICEF, 370 mil crianças estão entre os deslocados.
Impacto global: petróleo e o Estreito de Ormuz
A guerra ultrapassou as fronteiras militares e atingiu a economia mundial. Há mais de duas semanas, o Irã mantém um bloqueio parcial no Estreito de Ormuz, reduzindo drasticamente a circulação de navios petroleiros.
Em Paris, ministros do G7 pressionam pela restauração da navegação. O Secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que as operações militares no Irã devem durar "semanas, e não meses", na tentativa de acalmar os mercados internacionais.
Crise humanitária
Enquanto cidades como Tiro, no sul do Líbano, viram montanhas de escombros, o sentimento de resistência e desespero se mistura. Moradores relatam que preferem morrer a abandonar suas terras, enquanto em Beirute, escolas são transformadas em abrigos superlotados com tendas improvisadas em quadras esportivas. A ONU alerta para uma "catástrofe humanitária" iminente caso a trégua, atualmente em negociação entre Washington e Teerã, não seja alcançada.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber


