Um passageiro do cruzeiro que foi atingido por um surto de hantavírus afirmou que não foi informado sobre nenhuma doença contagiosa, o que ajudou o vírus a se espalhar. Ao todo, oito casos foram relatados na embarcação que está à deriva no Oceano Atlântico, sendo que cinco foram confirmados --três pessoas morreram.
“Todos estavam relaxados. Se pudéssemos ficar isolados em nossas cabines, se pudéssemos usar máscaras, acho que o problema poderia ter sido pequeno antes de se espalhar demais”, afirmou o turco Ruhi Cenet, passageiro do navio à BandNews.
Na quarta-feira (6), três passageiros do cruzeiro foram removidos da embarcação em estado grave. Eles foram levados para a Holanda, onde receberão tratamento. Um homem britânico, que já tinha sido transferido do cruzeiro para a África do Sul, em estado crítico, segue internado.
O cruzeiro de luxo partiu de Ushuaia, na Argentina, passou pela Península Antártica, fez a primeira parada em Tristão da Cunha, depois na Ilha de Santa Helena e na Ilha de Ascensão. O navio se aproximou de Cabo Verde no último domingo (3), quando foi impedido de atracar, já por causa do surto da doença.
A expectativa é que o navio chegue a Tenerife, nas Ilhas Canárias, no sábado (9), após acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Autoridades garantem que não há risco para a população local. A Espanha, detentora do arquipélago, afirmou que tem a obrigação moral e legal de prestar assistência a essas pessoas.
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