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PCC usou drones para planejar ataques contra promotor e diretor de presídio em SP

Polícia e MP de São Paulo desmantelam plano da facção para executar promotor Lincoln Gakiya e coordenador de presídios Roberto Medina

Da redação
DA REDAÇÃO

24/10/2025 • 19:34 • Atualizado em 24/10/2025 • 19:34

O promotor Lincoln Gakiya foi alvo de um plano do PCC

O promotor Lincoln Gakiya foi alvo de um plano do PCC

Lula Marques/Agência Brasil

Uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil desmantelou um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para executar duas autoridades na região oeste do estado de São Paulo: Roberto Medina, coordenador de presídios da região de Presidente Prudente, e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya.

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A facção criminosa utilizava métodos sofisticados de vigilância, incluindo o uso de drones e o aluguel de casas para monitorar os alvos.

Segundo as investigações, o monitoramento de Lincoln Gakiya era o mais avançado. O PCC utilizava drones para acompanhar a rotina do promotor a partir do alto, registrando seus trajetos tanto para o trabalho quanto para a academia. Um vídeo encontrado no celular de um dos presos mostrava, ainda, um integrante do grupo criminoso repassando o trajeto feito por Roberto Medina ao voltar para casa, na cidade de Presidente Venceslau.

Os dois ataques estavam prestes a acontecer no interior paulista.

Conexão com Outras Investigações e Execução

O monitoramento da rotina de Medina e de Gakiya coincide com o período em que a facção acompanhou a rotina do ex-delegado-geral de São Paulo Ruy Ferraz Fontes, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ruy Ferraz Fontes foi executado no dia 15 de setembro.

A operação atual cumpriu mandados de busca e apreensão para complementar as informações sobre o plano de matar autoridades. Entre os materiais apreendidos, estavam celulares e drogas, que contribuem para o detalhamento da estrutura da facção e de seu esquema criminoso.

O promotor Lincoln Gakiya, que há anos atua no combate ao crime organizado e na transferência de líderes do PCC para presídios federais, lamentou a falta de um plano efetivo para a segurança de agentes públicos que combatem facções, especialmente após a aposentadoria. O promotor mencionou a possibilidade de ter que deixar o país para garantir sua segurança. A segurança para quem combate o crime organizado ainda é um projeto, segundo Gakiya.

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