Jornal da Band

'Todo amigo é um irmão', diz Lula ao abraçar Jaques Wagner na Bahia

Gesto do petista foi o ponto de maior visibilidade no dia movimentado entre os pré-candidatos à Presidência

Da redação
DA REDAÇÃO

01/07/2026 • 21:02 • Atualizado em 01/07/2026 • 21:02

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez questão de abraçar publicamente o senador Jaques Wagner (PT-BA) durante evento na Bahia nesta quarta-feira (1º), em demonstração de apoio ao aliado que deixou a liderança do governo no Senado depois que a Polícia Federal apontou indícios de pagamento de propina a ele no caso do Banco Master.

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Lula reforçou o vínculo de longa data com o senador. "O que representa para mim a minha relação com o Jaques Wagner, a minha relação com vários deputados que estão aqui... Nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é um irmão. E essas pessoas, ao longo da vida, têm me ajudado a fazer o que eu faço, a ser o que eu sou", declarou o presidente.

Wagner entregou a liderança do governo no Senado após se tornar alvo da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga o Banco Master. O parlamentar nega irregularidades. O abraço de Lula funcionou como resposta política à pressão que o Palácio do Planalto vinha enfrentando para afastar o senador do cargo, como forma de evitar que o caso contaminasse o governo.

O gesto foi o ponto de maior visibilidade em um dia movimentado entre os pré-candidatos à Presidência da República. No PL, o dia foi de contenção de danos. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reuniu-se com lideranças femininas e repudiou a afirmação do influenciador digital Paulo Figueiredo de que as mulheres não sabem votar.

Flávio disse ter se sentido ofendido com as declarações do aliado e afirmou que Figueiredo, apesar de ter estado com ele na visita a Donald Trump, não faz parte da coordenação da pré-campanha.

"A partir do momento que ele generaliza e fala das mulheres, inclusive está falando da minha esposa... a minha esposa também está incluída nesse pacote 'mulheres que não sabem votar', e nunca ele poderia dizer que a culpa é das mulheres", afirmou o senador.

Flávio acrescentou que a responsabilidade por uma eventual dificuldade com o eleitorado feminino é da própria direita: "Se as pesquisas mostram que tem muitas mulheres que ainda não estão votando conosco, é falta de competência minha, é a falta de comunicação que nós todos da direita temos que acabar."

O PL quer reforçar propostas para o eleitorado feminino após pesquisas apontarem queda nas intenções de voto nesse segmento. Depois de Michelle Bolsonaro renunciar à presidência do PL Mulher, o partido ainda não decidiu sobre a substituição.

Ronaldo Caiado foi o primeiro pré-candidato à Presidência a oficializar o vice: o ex-prefeito Gilberto Kassab, fundador e presidente do PSD. Integrantes da bancada afirmam, nos bastidores, que a chapa "puro sangue", fechada 20 dias antes do início das convenções partidárias, evidencia a dificuldade de alianças.

Caiado, que disputa o eleitorado de centro e de direita, aproveitou para provocar os adversários que aparecem à frente nas pesquisas. "Se o Flávio chegar no segundo turno, com todo o respeito que ele merece, nós sabemos que realmente é tudo que o Lula quer, e governar o Brasil por mais quatro anos", disse.

Kassab, por sua vez, afirmou que "a República está podre" e que os Poderes estão "contaminados com ineficiência". Também nesta quarta, Romeu Zema (Novo) participou de eventos na Bahia, enquanto Renan Santos (Missão) concedeu entrevistas no Rio Grande do Sul.