A Suíça congelou todos os bens detidos no país por Nicolás Maduro. O objetivo é impedir a saída de potenciais ilícitos e se soma às sanções já impostas à Venezuela desde 2018.
Não foram divulgados números e o governo suíço não respondeu sobre quais bens maduro e seus associados possuíam no país.
Entenda a ofensiva dos EUA contra a Venezuela
Os Estados Unidos realizaram na madrugada de 3 de janeiro uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. A ação provocou bombardeios em pontos estratégicos do país, um apagão em Caracas e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência, acusando Washington de violação de soberania
Horas depois, o presidente americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Maduro foi detido por forças dos EUA. Em declarações posteriores, Trump confirmou que o líder venezuelano foi levado para Nova York, nos Estados Unidos, para ser julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas.
Em entrevista coletiva, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão governar a Venezuela após a captura de Maduro, declaração que ampliou a reação internacional e levantou questionamentos sobre uma possível ocupação ou administração provisória do país.
O presidente americano também afirmou que a ofensiva teve como um de seus objetivos a recuperação de petróleo que teria sido retirado dos Estados Unidos pelo regime venezuelano. Segundo Trump, o recurso foi tomado “como doce de bebê”, expressão usada por ele para justificar a intervenção e reforçar o discurso de prejuízo econômico aos EUA.
Ele também disse que a captura de Maduro serve como alerta a outros líderes que desrespeitem os interesses dos EUA. Trump declarou ainda que a Venezuela será “reconstruída” com recursos do petróleo recuperado pelos EUA, reforçando a ideia de controle econômico sobre Caracas.
Maduro se declara inocente
Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, compareceram diante de um juiz federal dos Estados Unidos na região de Manhattan, em Nova York, nesta segunda-feira (5). Os dois enfrentam acusações de tráfico de drogas. Ao magistrado Alvin K. Hellerstein, Maduro se declarou inocente.
Segundo informações do jornal “The New York Times”, o agora ex-ditador venezuelano disse que foi “sequestrado” e retirado de sua casa em Caracas. Ele afirmou ainda que nunca havia visto o indiciamento contra ele até o dia de hoje. “Eu sou inocente, não sou culpado. Sou um homem decente, afirmou.
Em determinado momento, Maduro chegou a ser repreendido por Hellerstein por tentar fazer uma espécie de declaração sobre seu estado atual. O juiz pediu que ele prestasse atenção às regras do tribunal. Questionada, Cillia Flores também se declarou inocente de todas as acusações.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber
