
Lula e Ursula von der Leyen
REUTERS/Yves Herman
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá se reunir, nesta sexta-feira (16), com os presidentes da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Conselho Europeu, António Costa, às vésperas da assinatura do acordo do bloco com o Mercosul. O encontro será no Rio de Janeiro.
Segundo o Palácio do Planalto, os presidentes discutirão temas da agenda internacional e os próximos passos do acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
A assinatura está prevista para acontecer no sábado (17), no Paraguai, atual presidente do Mercosul.
O Mercosul é integrado por Paraguai, Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia, que ainda está implementando as normas de adesão. A Venezuela está suspensa por violar o Protocolo de Ushuaia, que regula a participação no bloco sul-americano.
Governo espera que acordo entre em vigência no segundo semestre
O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, declarou nesta quinta-feira (15) que o governo espera que o acordo União Europeia e Mercosul entre em vigência no segundo semestre.
O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez, declarou que o acordo comercial entre os blocos será assinado em 17 de janeiro em Assunção, no Paraguai, país que ocupa a presidência rotativa do bloco sul-americano.
“Assinado, o Parlamento Europeu aprova a sua lei e nós, no Brasil, aprovamos a lei internalizando o acordo. A gente espera que aprove a lei ainda nesse primeiro semestre e que tenhamos no segundo semestre a vigência do acordo, aí ele entra imediatamente em vigência”, afirmou Geraldo Alckmin em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro" do Canal Gov.
“Esse acordo é o maior acordo entre blocos do mundo, 720 milhões de pessoas, US$ 22 trilhões de mercado. Isso significa comércio, vamos vender mais para eles, zera a tarifa, tem livre comércio, mas com regras, vamos comprar mais deles e isso quem ganha é a sociedade”, destacou o vice-presidente.
Mesmo que o acordo seja assinado em Assunção, o tratado não entrará em vigor imediatamente, pois também requer a aprovação do Parlamento Europeu, que deve emitir sua decisão dentro de algumas semanas, presumivelmente em abril.
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