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Tarifas, crime organizado: saiba como foi a conversa entre Lula e Trump

Presidentes tiveram uma ligação de cerca de 40 minutos nesta terça-feira (2)

Da redação
DA REDAÇÃO

02/12/2025 • 18:39 • Atualizado em 02/12/2025 • 18:39

Resumo

Conversas entre os presidentes Lula e Donald Trump ocorreram nesta terça-feira, duraram cerca de 40 minutos, foram elogiadas por Trump e envolveram temas de relações bilaterais e política internacional.

Discussões abordaram a questão tarifária, com agradecimento de Lula pela retirada da sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros e pedido para eliminar tarifas restantes, além de pedidos de maior cooperação no combate ao crime organizado e referência às recentes operações brasileiras.

Temas como sanções dos EUA a autoridades brasileiras, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, e a situação da Venezuela foram debatidos, com Lula pedindo que Trump evite escalada militar no país vizinho e se colocando à disposição para mediar conflitos na América do Sul.

O presidentes Lula e Donald Trump voltaram a conversar nesta terça-feira (2). A ligação, que teve uma duração de cerca de 40 minutos, foi elogiada por Trump, que ainda enfatizou que gosta do brasileiro.

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Os dois discutiram uma série de temas, conforme foi descrito pelo próprio Lula. Confira alguns deles abaixo:

Questão tarifária

Lula disse que agradeceu o fato de Trump ter removido a sobretaxa de 40% de diversos produtos brasileiros. Mas, ele também fez um pedido para que o presidente norte-americano remova as tarifas de outros itens.

“Há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos entre os dois países e que o Brasil deseja avançar rápido nessas negociações", enfatizou o presidente.

Crime organizado

Os dois também conversaram sobre o combate ao crime organizado e Lula pediu mais cooperação entre os países para lidar com a questão. Desde a megaoperação no Rio de Janeiro, o tema tem dominado debates no país.

“Ressaltei a urgência em reforçar a cooperação com os EUA para combater o crime organizado internacional. Destaquei as recentes operações realizadas no Brasil pelo governo federal com vistas a asfixiar financeiramente o crime organizado e que identificaram ramificações que operam a partir do exterior. O presidente Trump ressaltou total disposição em trabalhar junto com o Brasil e que dará todo o apoio a iniciativas conjuntas entre os dois países para enfrentar essas organizações criminosas”, afirmou Lula.

Sanções a autoridades brasileiras

Os dois também discutiram as sanções que os Estados Unidos impôs a algumas autoridades brasileiras, como o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, que foi alvo da Lei Magnitsky.

Trump confirmou este ponto, mas não entrou em detalhes se houve avança a respeito dessa discussão.

Venezuela

Lula ainda fez um apelo para que Trump evite uma escalada militar na Venezuela. O presidente se colocou formalmente à disposição para ajudar a evitar uma escalada e mediar um eventual impasse envolvendo Caracas.

Segundo auxiliares do Planalto, Lula fez questão de enfatizar as ações recentes do governo brasileiro contra o crime organizado — tema que tem sido usado pelos EUA como justificativa para endurecer o discurso contra o regime de Nicolás Maduro. O presidente afirmou a Trump que a América do Sul é “um continente de paz” e que qualquer movimento que aponte para um conflito representaria risco para toda a região.

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