
ONU
REUTERS/Jeenah Moon/File Photo
Diante da escalada de ataques entre Estados Unidos e Irã, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou preocupação neste domingo (12) e defendeu que as ofensivas sejam cessadas.
Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que os ataques iranianos a bases militares norte-americanas "constituem um exercício legítimo e legal de seu direito inerente à autodefesa sob o direito internacional".
Os dois se manifestaram pelo X (antigo Twitter) na tarde deste domingo. Guterres afirmou que "um retorno a hostilidades em grande escala teria consequências catastróficas — para os povos da região, para a paz e a segurança internacionais e para a economia global", e pediu que os dois países retomem as negociações.
Já Baghaei sustentou que o Irã não ataca e que os bombardeios recentes são uma "continuação de um ato de agressão flagrante e não provocado iniciado em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel".
O apelo do chefe da ONU repete a posição que ele vem adotando ao longo do conflito. Em março, Guterres já havia dito que a guerra no Irã tinha ido "longe demais" e pedido que os EUA cessassem os ataques, ao mesmo tempo em que cobrou de Teerã o fim das ofensivas contra vizinhos. À época, ele nomeou um enviado pessoal para acompanhar a crise e articular iniciativas de paz.
A manifestação desta tarde não conteve a escalada. Pouco depois, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) afirmou que as forças americanas começaram a lançar novos ataques contra o Irã, a partir das 18h (horário de Brasília), com o objetivo declarado de continuar degradando a capacidade de Teerã de atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz.
A nova rodada de bombardeios se soma a um ciclo de ataques recíprocos que vem marcando a guerra desde fevereiro. Nas últimas semanas, o Irã respondeu a bombardeios americanos atacando bases dos EUA no Golfo, incluindo instalações no Kuwait e no Bahrein, em meio à fragilidade do cessar-fogo firmado em abril.
O Estreito de Ormuz, por onde passa parte expressiva do petróleo consumido no mundo, segue no centro da disputa, com bloqueio iraniano de um lado e cerco naval americano de outro.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

