
António Guterres, secretário-geral da ONU
REUTERS/Mike Segar
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, criticou as partes envolvidas no conflito deflagrado no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã e pediu o fim imediato dos combates, em declaração divulgada recentemente pela organização.
Críticas ao avanço da guerra
Segundo Guterres, a luta na região "ultrapassou limites que até os líderes achavam inimagináveis". Ele afirmou que o conflito se intensifica a cada dia, com mais destruição e um cenário político cada vez mais imprevisível.
Ao se dirigir especificamente a Washington e a Tel Aviv, o secretário-geral cobrou que Estados Unidos e Israel interrompam as ações militares que, no mês passado, desencadearam a atual guerra contra o Irã. Para ele, é essencial que as duas potências recuem para evitar um colapso ainda maior na segurança regional.
Guterres alertou que "o sofrimento humano se aprofunda, as baixas civis aumentam e o impacto econômico global é cada vez mais devastador". Na avaliação dele, a continuidade da ofensiva amplia o custo social da guerra e ameaça economias em todo o mundo.
Recado direto a Teerã e enviado especial da ONU
Em mensagem direta a Teerã, o chefe da ONU pediu que o Irã cesse ataques contra países vizinhos. "Minha mensagem para o Irã é que pare de atacar seus vizinhos", afirmou.
Guterres também anunciou a nomeação de um enviado pessoal para liderar os esforços das Nações Unidas no acompanhamento do conflito e articular as diferentes iniciativas de paz em andamento. A nova função deverá reforçar os canais diplomáticos e apoiar negociações entre as partes.
Escalada no Oriente Médio preocupa comunidade internacional
A guerra iniciada após os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, no mês passado, elevou a tensão em uma região já marcada por décadas de violência e rivalidades geopolíticas. Governos e analistas temem que novos confrontos envolvam outros atores do Oriente Médio e ampliem a instabilidade.
Na avaliação de especialistas, o prolongamento da crise também pressiona a economia mundial, em especial os mercados de energia e as cadeias globais de suprimento. Ao destacar que o impacto econômico se torna "cada vez mais devastador", Guterres busca mobilizar governos para que redobrem os esforços diplomáticos e interrompam o ciclo de violência.
Com informações do Estadão Conteúdo
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