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Outono de 2026 começa no dia 20 de março no Brasil; veja a previsão

Estação terá início oficialmente às 11h45 e se estende até o mês de junho, quando ocorre o solstício de inverno

VIVIANE TAGUCHI

09/03/2026 • 14:58 • Atualizado em 09/03/2026 • 14:58

Outono deste ano começa no dia 20 de março

Outono deste ano começa no dia 20 de março

Foto: Pixabay

O outono de 2026 no Hemisfério Sul começa oficialmente no dia 20 de março, às 11h45 (horário de Brasília). De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a estação permanecerá até o dia 21 de junho de 2026, às 05h25, momento que marca o início do solstício de inverno.

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O início da estação é definido pelo equinócio de outono. Este evento astronômico ocorre quando o Sol cruza o equador celeste, resultando em um equilíbrio em que o dia e a noite apresentam durações praticamente iguais. O horário exato e a data de início foram confirmados pelo INMET, pela Epagri/Ciram e pela Marinha Americana.

A transição para o outono marca o fim do verão, estação que tradicionalmente altera o ritmo das cidades e praias. Historicamente, a mudança de estação traz novas dinâmicas climáticas e comportamentais para a população brasileira.

A precisão dos horários fornecidos pelos institutos de meteorologia garante a confiabilidade das previsões sazonais para o país. O acompanhamento de tendências climáticas é recomendado para a atualização sobre as condições meteorológicas em alta.

Período de neutralidade climática

A estação, que marca a transição entre o calor do verão e o frio do inverno, deve ser caracterizada este ano por temperaturas acima da média histórica e uma redução gradual nas chuvas em grande parte do país.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o período será marcado pela neutralidade climática no Oceano Pacífico. Isso significa que, inicialmente, não haverá influência direta dos fenômenos El Niño ou La Niña na dinâmica atmosférica brasileira.

Embora o outono seja conhecido pela chegada de massas de ar frio, a tendência para este ano é de um calor persistente. O aquecimento acumulado durante o verão deve ser sentido com força especialmente nos meses de abril e maio, retardando a sensação de frio constante.

Para o meteorologista Vinícius Lucyrio, da Climatempo, a mudança mais nítida deve ocorrer apenas na primeira quinzena de abril. Ele avalia que as primeiras massas de ar de origem polar podem derrubar as temperaturas de forma pontual no Sul e Sudeste, mas o alívio será passageiro.

Período sem chuvas

A característica principal da estação é a transição do período chuvoso para o seco na faixa central do Brasil. No Sudeste e Centro-Oeste, a previsão indica uma redução acentuada das precipitações, com os meses de abril e maio tornando-se significativamente mais secos.

Já na região Sul, o cenário aponta para chuvas abaixo da média na maior parte do território. A exceção fica para o centro-sul do Rio Grande do Sul, onde os volumes podem ficar próximos ao normal. No Norte e Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical ainda garante chuvas regulares na porção setentrional.

Com a atmosfera mais seca e a maior variação térmica entre o dia e a noite, fenômenos como nevoeiros tornam-se mais frequentes. Conforme aponta a MetSul Meteorologia, a entrada de sistemas frontais a partir de maio substitui as chuvas causadas pelo calor.

Nas áreas serranas da região Sul, o risco de geada aumenta progressivamente com a proximidade do inverno. O especialista ressalta que, embora as incursões de ar frio sejam curtas no início, elas ganharão força e duração ao longo do trimestre, preparando o terreno para a próxima estação.