
Zema é oficializado como candidato do Novo à Presidência
Fernando Guimarães/Divulgação
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Novo, afirmou nesta segunda-feira (27) que já conversou com o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (Democracia Cristã) sobre a possibilidade de ele ocupar a vaga de vice em sua chapa e disse que uma nova reunião está prevista, mas que a escolha caberá ao partido.
Conversas com Joaquim Barbosa
Segundo Zema, a primeira abordagem foi rápida e ainda não gerou um convite formal. "Tive uma conversa muito breve com ele. Não temos nada definido. Devemos marcar outra conversa, mas depende do partido afinar, concordar com o nome", declarou o pré-candidato após a convenção nacional do Novo que confirmou sua participação na disputa presidencial.
O ex-governador elogiou a trajetória de Barbosa no Supremo. "Joaquim Barbosa foi, com toda certeza, o ministro que nunca fez nada que desabone a conduta dele. Nunca teve contrato milionário, teve uma carreira irretocável", afirmou Zema.
Barbosa deixou o STF em 2014 e desde então se mantém distante da política partidária. A eventual entrada do ex-ministro na corrida presidencial ao lado do Novo ampliaria a visibilidade da chapa.
Possibilidade de chapa formada só pelo Novo
Zema também admitiu que o partido avalia lançar uma chapa composta apenas por filiados da sigla. "Não temos ainda essa definição. Será dada ao prazo legal, que é 5 de agosto", disse, ao lembrar que o calendário de convenções partidárias ainda permite ajustes nas negociações.
Ele ressaltou que o Novo estabeleceu como "pré-requisito" para o vice a chamada ficha limpa. O pré-candidato afirmou que há negociações em curso com nomes de fora do partido e que "uma chapa pura é uma opção também", indicação de que a legenda ainda testa cenários antes de fechar o desenho final.
Relação com Flávio Bolsonaro
Questionado sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário na disputa, Zema preferiu não comentar novos desdobramentos. "O que eu tinha de falar sobre o candidato já disse, já me manifestei. Como disse agora há pouco, tudo acontece numa eleição. Não tem nada que é tão incerto, que muda tanto", afirmou.
Zema era aliado de Flávio, mas disse ter ficado "chocado" com revelações de que o senador pediu dinheiro ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, para financiar a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Após críticas de parte da direita a suas declarações, o então pré-candidato reduziu o tom público em relação ao senador.
Com informações do Estadão Conteúdo.
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