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Cardiopatia em cães: 5 mitos e verdades sobre a saúde do coração do pet

As doenças do coração afetam cerca de 10% dos cães; diagnóstico precoce e atenção aos sinais sutis são fundamentais para garantir a longevidade do pet

VIVIANE TAGUCHI

17/04/2026 • 16:18 • Atualizado em 17/04/2026 • 16:18

Cardiopatias podem ocorrer em cães jovens e a prevenção é a melhor forma de tratamento

Cardiopatias podem ocorrer em cães jovens e a prevenção é a melhor forma de tratamento

Pixabay

As doenças cardíacas, ou cardiopatias, são responsáveis por uma parcela significativa dos atendimentos em clínicas veterinárias. Elas representam cerca de 10% da rotina de pequenos animais e figuram entre as principais causas de morbidade e mortalidade.

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Embora o imaginário comum associe problemas de coração apenas a cães idosos, essas alterações podem surgir em qualquer fase da vida, e muitas vezes, evoluem de forma silenciosa e sem sintomas aparentes no início.

De acordo com o médico-veterinário Kauê Ribeiro, da Vetnil, a chave para o manejo dessas condições é a prevenção. “O responsável convive diariamente com o pet e costuma ser o primeiro a notar mudanças de comportamento. Quando há alterações como cansaço excessivo, tosse frequente ou dificuldade para se exercitar, é importante procurar avaliação veterinária”, explica.

Veja 5 mitos e verdades sobre a saúde do coração canino

Para ajudar os tutores a identificarem sinais e evitarem desinformação, o especialista esclarece os pontos mais comuns sobre o tema:

1. Apenas cães idosos desenvolvem problemas cardíacos?

Mito. Apesar de o envelhecimento aumentar o risco de doenças como a valvar, cães jovens não estão imunes. "Algumas raças possuem predisposição genética e existem ainda doenças congênitas, presentes desde o nascimento", alerta Ribeiro. O acompanhamento deve ocorrer em todas as fases da vida.

2. Se o cachorro não apresenta sintomas, o coração está saudável?

Mito. Muitas cardiopatias são "silenciosas" em seus estágios iniciais. Um sinal clássico que só o veterinário consegue detectar precocemente é o sopro, identificado através da ausculta. Quando sintomas como desmaios ou intolerância ao exercício aparecem, a doença geralmente já está em estágio avançado.

3. Cães com cardiopatia não podem mais se exercitar?

Mito. A atividade física não precisa ser sinônimo de risco. "O exercício moderado auxilia na manutenção do peso e oferece bem-estar, o que ajuda no manejo da doença. O importante é respeitar o limite do animal e seguir a orientação médica para evitar sobrecarga", destaca o veterinário.

4. Tosse frequente pode ser sinal de problema no coração?

Verdade. Muitos tutores confundem a tosse cardíaca com problemas respiratórios ou engasgos. Ribeiro explica que, quando o coração aumenta de tamanho ou a circulação falha, estruturas próximas aos pulmões são afetadas, gerando o reflexo da tosse.

5. O diagnóstico de cardiopatia é uma sentença de vida curta?

Mito. Com o avanço da medicina veterinária, o diagnóstico já não é sinônimo de terminalidade. "Hoje temos recursos para classificar o estágio da doença e iniciar o tratamento no momento certo. Isso preserva a qualidade de vida e estende ao máximo o período em que o animal permanece ativo e sem sofrimento", ressalta o especialista.

Sinais de alerta: o que observar no dia a dia?

Fique atento a mudanças sutis que podem indicar que algo não vai bem com o coração do seu melhor amigo:

  • Cansaço fácil: O pet para de brincar antes do habitual ou senta durante o passeio.
  • Respiração acelerada: Mesmo em momentos de repouso ou sono.
  • Tosse persistente: Especialmente à noite ou após esforços.
  • Língua arroxeada: Pode indicar falta de oxigenação.
  • Desmaios ou fraqueza súbita.

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