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Verme do coração: saiba como proteger seu pet da doença que cresce no calor

A dirofilariose é silenciosa, potencialmente fatal e afeta cães e gatos; especialistas alertam que a prevenção é o único caminho seguro no Brasil

Da redação
DA REDAÇÃO

22/01/2026 • 14:09 • Atualizado em 22/01/2026 • 14:09

Cães e gatos podem ser acometidos pela doença popularmente chamada de 'verme do coração'

Cães e gatos podem ser acometidos pela doença popularmente chamada de 'verme do coração'

Freepik

Resumo

Doença dirofilariose, conhecida como "verme do coração", tem avanço em regiões brasileiras devido à transmissão por mosquitos, afetando principalmente cães, mas também gatos, com risco de insuficiência cardíaca e morte.

Parasita Dirofilaria immitis provoca sintomas variados como tosse, cansaço, perda de peso e dificuldade respiratória em cães, além de crises asmáticas e vômitos em gatos, sendo o diagnóstico complexo e o tratamento no Brasil limitado pela falta de medicamentos específicos.

Prevenção contínua com antiparasitários mensais, check-ups veterinários anuais e uso de repelentes é recomendada, especialmente em áreas quentes e litorâneas, pois o cuidado regular é mais eficaz e acessível do que tratar complicações graves da doença.

Com a chegada das altas temperaturas e o aumento da umidade, cresce a preocupação com uma doença silenciosa que pode ser fatal para cães e gatos: a dirofilariose, popularmente conhecida como "verme do coração". Transmitida pela picada de mosquitos, a enfermidade tem avançado em diversas regiões brasileiras e exige atenção redobrada dos tutores.

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Causada pelo parasita Dirofilaria immitis, a infecção ocorre quando mosquitos da família Culicidae picam um animal infectado e transmitem as larvas para o próximo hospedeiro. Uma vez no organismo, o verme se aloja no coração e nas artérias pulmonares, causando danos graves ao sistema circulatório.

Os riscos para cães e gatos

Embora seja mais comum em cães, os gatos também podem ser acometidos. Nos caninos, as larvas levam cerca de sete meses para se tornarem vermes adultos. Já nos felinos, o diagnóstico é mais complexo e, embora menos vermes cheguem à fase adulta, o impacto clínico pode ser devastador. "Ao se instalarem no coração e nos pulmões, os vermes provocam inflamação e sobrecarga do sistema circulatório, podendo evoluir para insuficiência cardíaca e óbito", alerta Mariana Silva, médica-veterinária e consultora técnica da Boehringer Ingelheim.

Fique atento aos sinais:

Os sintomas são variados e, por serem inespecíficos, podem ser confundidos com outras doenças:

Em cães: Tosse persistente, cansaço fácil, perda de peso, dificuldade para respirar e, em casos avançados, desmaios e acúmulo de líquido no abdômen.

Em gatos: Crises semelhantes à asma, vômitos recorrentes, falta de apetite e risco de colapso súbito.

Por que prevenir é melhor (e mais barato) que tratar?

Diferente de outras verminoses, o tratamento da dirofilariose no Brasil é extremamente desafiador. Segundo Mariana Silva, o medicamento específico para eliminar vermes adultos não está disponível no país.

"Embora seja possível tratar com outros fármacos, o processo tem muitos riscos. A prevenção contínua é hoje a estratégia mais eficaz para preservar a qualidade de vida dos animais", explica a especialista. O diagnóstico é feito via exames de sangue e pode ser complementado com ecocardiograma e radiografias para avaliar o dano aos órgãos.

Como proteger seu pet

A estratégia de proteção deve ser constante, especialmente para quem vive ou viaja para o litoral e áreas de clima quente. Confira as recomendações:

Protocolo mensal: Uso de antiparasitários específicos com indicação para o verme do coração.

Check-up anual: Realização de triagens regulares no veterinário para detecção precoce.

Cuidado em viagens: Se for levar o pet para regiões de risco (como praias), inicie a prevenção com orientação profissional.

Uso de repelentes: Além do vermífugo específico, o uso de coleiras ou produtos que afastem mosquitos ajuda a reduzir as chances de picada.

Além de poupar o animal de um sofrimento severo, a prevenção é financeiramente mais acessível do que o manejo das complicações cardíacas e pulmonares causadas pela doença.

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