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Equipes do GRAD já estão na Venezuela para resgatar animais no desastre

Animais atingidos pelos terremotos na Venezuela são resgatados por equipes especializadas, recebem tratamento veterinário e acolhimento após tragédia

Da redação
DA REDAÇÃO

27/06/2026 • 13:27 • Atualizado em 27/06/2026 • 13:27

O Grupo de Resposta a Animais em Desastres (GRAD) iniciou na sexta-feira (26) as operações de resgate e assistência aos animais afetados pela sequência de terremotos que atingiu a Venezuela na última quarta-feira (24). A equipe, especializada em atuar em cenários críticos, foi acionada para oferecer suporte veterinário imediato e auxiliar na coordenação logística de suprimentos essenciais.

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Sob a liderança da médica veterinária Carla Sássi, os especialistas estão concentrados em orientar as comunidades locais sobre o manejo correto dos animais em áreas de risco e realizar atendimentos emergenciais em pontos de apoio.

Além do suporte técnico em campo, a missão conta com o apoio de uma força-tarefa logística. Cerca de meia tonelada de ração está a caminho das áreas mais devastadas, com a chegada dos suprimentos prevista para este sábado (27). O material será distribuído para minimizar a insegurança alimentar de animais que ficaram desabrigados ou separados de seus tutores após os abalos sísmicos de magnitudes 7,2 e 7,5.

O trabalho do grupo também engloba o planejamento de médio prazo, focando na reestruturação de abrigos temporários e na viabilização de processos de adoção para os animais que não puderem ser reintegrados imediatamente às suas famílias.

Cenário de alerta

A atuação do GRAD soma-se ao amplo esforço humanitário mobilizado pelo Brasil. Um segundo voo humanitário enviado pelo governo brasileiro transportou 48 militares da Marinha, que operam um hospital de campanha, além de 100 purificadores de água movidos a energia solar para garantir o acesso a água potável em áreas críticas.

A situação na Venezuela permanece tensa. Novos tremores, incluindo um de magnitude 4,9 registrado na última sexta-feira (26), mantêm as equipes de salvamento em alerta constante. As autoridades locais recomendam que a população evite a permanência em edificações com sinais de rachaduras ou danos estruturais aparentes.

Equipes brasileiras de resgate humano, vindas de estados como Paraná, Minas Gerais e São Paulo, também seguem em solo venezuelano, utilizando cães farejadores para localizar sobreviventes em meio aos escombros.