
Tutores priorizam prevenção e bem-estar para aumentar anos de vida do pet
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O mercado pet brasileiro não dá sinais de desaceleração. Após um 2025 histórico, com faturamento superior a R$ 76 bilhões, as projeções para 2026 indicam um novo salto de 12,1%. Mais do que números, o setor vive uma mudança de paradigma: o animal de estimação agora é prioridade na saúde familiar, e o foco dos tutores mudou da remediação para a longevidade.
O novo perfil do tutor brasileiro
O "pai ou mãe de pet" atual é digital, bem informado e busca ferramentas que garantam que o tempo de qualidade com o animal seja o mais longo possível. Para José Carlos Pereira Jr., diretor da unidade de Animais de Companhia da MSD Saúde Animal, o futuro está na antecipação. "O novo tutor não quer apenas remediar, ele quer garantir a longevidade. Nosso papel é oferecer ferramentas para que o cuidado preventivo seja uma jornada fluida e inteligente", afirma o executivo.
O desafio da prevenção: Gatos em alerta
Apesar do otimismo financeiro, o mercado ainda enfrenta o desafio cultural da prevenção. Dados da UPPartner revelam que apenas 18% dos tutores brasileiros mantêm uma rotina de visitas veterinárias estritamente preventivas. No segmento de felinos, o cenário é mais crítico: cerca de 40% dos responsáveis por gatos só buscam auxílio profissional em situações de emergência, segundo o IBPAD. Essa lacuna representa uma oportunidade estratégica para a indústria investir em educação e em soluções que simplifiquem a adesão aos tratamentos.
A grande aposta para 2026 é a chamada "proteção de longo prazo". A ideia é reduzir a fricção no cuidado diário, substituindo aplicações mensais por tecnologias de duração estendida. Um exemplo dessa tendência são as soluções contra parasitas (pulgas e carrapatos). Atualmente, o mercado já disponibiliza desde comprimidos e soluções transdermais com 12 semanas de eficácia até inovações como o Bravecto® 365, uma versão injetável de aplicação anual. "Quando entregamos uma tecnologia que protege o pet por um ano inteiro, saímos de uma venda transacional para um modelo de proteção contínua", pontua José Carlos.
