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Seu pet está com frio? Saiba como identificar e proteger cães e gatos

Tremores, posturas encolhidas e extremidades geladas indicam desconforto; aprenda quando as roupas são realmente necessárias

Da redação
DA REDAÇÃO

29/05/2026 • 15:24 • Atualizado em 29/05/2026 • 15:24

Pets sentem frio, mas uso de roupas requer cuidados e atenção

Pets sentem frio, mas uso de roupas requer cuidados e atenção

Gerada por IA

Com a chegada do inverno, a preocupação com o bem-estar dos animais de estimação aumenta. Embora cães e gatos possuam uma camada natural de pelagem que atua como isolante térmico, eles não estão imunes às baixas temperaturas. Como a temperatura corporal basal desses animais é superior à dos humanos — orbitando na faixa de 38,0°C a 39,2°C —, a percepção de frio deles pode ser diferente da nossa, exigindo atenção redobrada dos tutores aos sinais comportamentais.

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Como saber se o cão ou gato está sentindo frio?

Assim como os animais de criação, que ficam expostos a pastos abertos e sem proteção, os animais domésticos demonstram o desconforto térmico de forma prioritariamente física e comportamental. Os principais sinais de que o pet precisa de aquecimento incluem:

Tremores involuntários: Resposta termorreguladora padrão para gerar calor metabólico através da contração muscular rápida.

Postura encolhida: O ato de se enrolar como uma "bolinha" diminui a área de superfície exposta ao ambiente, reduzindo a perda de calor por irradiação.

Extremidades geladas: Ao notar desânimo, o tutor deve tocar as orelhas e as almofadinhas das patas (coxins). Se estiverem frias, há perda de calor central.

Busca ativa por calor: Esconder-se atrás de móveis, debaixo de cobertas ou permanecer excessivamente próximo a eletrodomésticos quentes.

Letargia e isolamento: Redução drástica na atividade física e recusa em brincar ou passear.

O dilema das roupinhas: Quando usar?

A necessidade de vestir o animal depende estritamente de fatores biológicos e ambientais, não sendo uma regra universal. O uso incorreto de vestimentas pode causar hipertermia, estresse e problemas dermatológicos devido ao abafamento da pele.

Cães e gatos idosos ou filhotes possuem maior dificuldade em realizar a termorregulação de forma eficiente, sendo o grupo que mais necessita de proteção artificial. Da mesma forma, animais convalescentes ou de pelagem muito curta se beneficiam do uso de agasalhos.

Para animais de pelagem longa e densa, a vestimenta é geralmente dispensável em ambientes internos, pois o próprio pelo retém o calor necessário. No caso específico dos felinos, o uso de roupas costuma ser estressante, pois restringe os movimentos e interfere nos hábitos de higiene do animal. Para eles, o ideal é disponibilizar tocas e mantas pelo ambiente.

Ao escolher uma roupa para o cão ou gato, priorize tecidos confortáveis, antialérgicos (como o algodão) e que não limitem a mobilidade das articulações. Evite adereços pequenos que possam ser engolidos, como botões e zíperes.

Raças que demandam maior atenção no inverno

A espessura da pelagem e o percentual de gordura corporal determinam a resistência de cada raça ao frio. Animais magros e de pelo curto sofrem significativamente mais na estação fria.

Cães de raça Galgo (Greyhound / Whippet): Possuem baixíssimo percentual de gordura corporal e pele muito fina.

Cães de raça Pinscher e Chihuahua: Apresentam porte minúsculo e pelagem muito curta, perdendo calor rapidamente.

Cães de raça Pug e Yorkshire: Aliam a pelagem curta (no caso do Pug) ou fios finos a uma maior sensibilidade respiratória nas mudanças de temperatura.

Gatos de raça Sphynx: Caracterizam-se pela ausência total de pelagem protetora, sendo os mais vulneráveis do grupo felino.

Gatos de raça Devon Rex e Siamês: Donos de uma pelagem muito fina ou curta que isola pouco o calor corporal.

Cuidados gerais para enfrentar as baixas temperaturas

Além de avaliar a necessidade de roupas, os tutores devem adotar práticas preventivas no cotidiano. O isolamento das camas em relação ao piso gelado (utilizando estrados ou tapetes grossos) impede a perda de calor por condução. Banhos devem ser reduzidos e realizados preferencialmente nos horários mais quentes do dia, com secagem completa dos subpelos.

Por fim, a alimentação merece atenção: o gasto energético para manutenção da temperatura interna corporal pode aumentar ligeiramente no inverno, mas qualquer alteração na dieta ou porção deve ser validada por um médico-veterinário para evitar o ganho excessivo de peso.

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