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Aécio Neves anuncia que não disputará cargo eletivo em 2026

Tucano diz que abre mão de nova candidatura para se dedicar ao fortalecimento do "centro democrático"; ele liderava as pesquisas ao Senado por MG

WESLEY BIÃO

04/08/2026 • 19:15 • Atualizado em 05/08/2026 • 15:08

Aécio Neves, presidente do PSDB

Aécio Neves, presidente do PSDB

Reprodução/Band

O deputado Aécio Neves (PSDB-MG) declarou nesta terça-feira (4) que, pela primeira vez em 40 anos, não disputará cargos eletivos para se dedicar “ao fortalecimento do centro democrático" no Brasil.

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Segundo Aécio, sua prioridade passa a ser liderar, na condição de presidente nacional do PSDB, um projeto que definiu como "liberal na economia, inclusivo no campo social, responsável na gestão fiscal e pragmático na defesa dos interesses do país ao redor do mundo".

Na mensagem, o mineiro classificou a decisão como "especialmente difícil", sobretudo por chegar às vésperas da eleição na liderança das pesquisas por uma das duas vagas ao Senado por Minas Gerais. Levantamento Genial/Quaest divulgado no fim de julho o mostrava tecnicamente empatado na ponta com Marília Campos (PT) na disputa pela Casa, embora com o maior índice de rejeição entre os concorrentes.

O tucano chegou ainda a ser cotado para uma nova candidatura à Presidência neste ano. Em maio, a Federação PSDB/Cidadania aprovou seu nome como pré-candidato ao Planalto como uma aposta de "terceira via" para tentar furar a polarização, mas o projeto não avançou – polarização essa que foi criticada por Aécio.

O parlamentar afirmou querer contribuir para "libertar" o País do que chamou de "ruína e martírio da polarização" e para pôr fim ao que chamou de "guerra fratricida" alimentada pelo extremismo e pela disputa "do poder pelo poder".

"Somos muito maiores do que a soma de Lula e Bolsonaro, e vamos mostrar isso preparando esse novo e consistente projeto de Brasil", escreveu.

Neto do ex-presidente Tancredo Neves, Aécio construiu uma das trajetórias mais longevas da política mineira. Foi o deputado mais votado de Minas para a Assembleia Constituinte de 1986, presidiu a Câmara dos Deputados entre 2001 e 2002 e governou Minas Gerais de 2003 a 2010. Se elegeu senador em 2010 e, em 2014, foi o candidato do PSDB à Presidência, derrotado por Dilma Rousseff (PT).

A partir de 2017, viu o protagonismo nacional recuar após ser alvo da Operação Patmos, desdobramento da Lava Jato surgido da delação dos irmãos Batista, da JBS. Presidiu o PSDB entre 2013 e 2017 e retomou o comando nacional do partido em novembro de 2025.