O senador Flávio Bolsonaro reagiu com fortes críticas à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a suspensão de todas as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 30 dias.
A medida do magistrado ocorreu após o descumprimento de medidas cautelares ligadas à divulgação de uma "carta aos brasileiros", na qual o ex-presidente pedia votos para Flávio nas eleições presidenciais de 2026. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Flávio classificou a nova determinação judicial como "ilegal, desproporcional, covarde e cruel".
Na gravação, Flávio usou uma metáfora para descrever a situação de seu pai: "O Bolsonaro foi enterrado vivo, só com a cabeça para fora da terra, e está tomando chute na cara de Moraes".
Ele afirmou que o ministro desequilibrou o pleito de 2022 e tenta interferir novamente no cenário das eleições de 2026 por medo de que o ex-presidente, ou alguém apoiado por ele, vença a disputa presidencial. De acordo com o parlamentar, o uso da força do Estado para satisfazer "devaneios pessoais" não é justiça, mas sim "vingança".
Flávio concluiu fazendo um apelo pela união da direita, afirmando que o próximo presidente da República indicará quatro ministros ao STF e instou seus apoiadores a "entrarem em campo" para conter o que chamou de abusos e perseguição contra a democracia. Veja.
Líder da oposição no Senado também tece críticas
As restrições impostas a Jair Bolsonaro também repercutiram entre outras lideranças do partido. O senador Rogério Marinho (PL-RN), secretário-geral e líder da oposição no Senado, divulgou uma nota oficial manifestando repúdio às medidas do STF. Marinho classificou a decisão de Alexandre de Moraes como "extravagante, inusitada e sem precedentes", acusando o Judiciário de funcionar como um instrumento de "silenciamento político" ao tentar isolar o ex-presidente da sociedade e de seus familiares.
Em sua manifestação, o líder oposicionista comparou a situação atual com o período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso. Segundo Rogério Marinho, enquanto Lula pôde receber inúmeras visitas e emitir posicionamentos políticos em sua prisão, Jair Bolsonaro enfrenta regras desmedidamente severas que violam as liberdades fundamentais asseguradas pela Constituição.
O senador reforçou o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026 e defendeu a eleição de um Senado forte que possa julgar autoridades por crimes de responsabilidade, concluindo que "ideias não se aprisionam".
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