
Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência
Adriano Machado/Reuters
O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta quarta-feira (3), a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Segundo o parlamentar, a conduta de Lula é "inacreditável" e prejudica diretamente os interesses do Brasil, ao atacar figuras centrais da diplomacia americana em um momento crucial de negociações comerciais.
"O Lula não esconde de mais ninguém que ele quer que as empresas brasileiras sejam tarifadas, achando que ele vai ter algum benefício eleitoral com isso", afirmou o senador, em suas redes sociais.
Flávio Bolsonaro argumentou que Marco Rubio é a autoridade responsável pelas decisões sobre as tarifas americanas e questionou se a agressividade do presidente ajudaria o país. "É claro que só atrapalha", avaliou.
O parlamentar acusou Lula de ignorar os prejuízos ao setor produtivo nacional, alegando que o presidente prioriza ganhos eleitorais ao provocar o governo dos Estados Unidos e o presidente Donald Trump. Na avaliação de Flávio Bolsonaro, o petista estaria "destilando ódio" e espalhando sentimentos anti-americanos.
"Na linguagem do futebol, o Lula está cavando a falta. Ele quer fazer gol de mão", comparou o senador, reforçando que, em sua visão, Lula é a única pessoa no Brasil que deseja a aplicação dessas tarifas.
Ações e expectativas para 2027
Flávio Bolsonaro relatou ter buscado caminhos alternativos para proteger a economia brasileira. "Na visita que eu fiz ao presidente Trump, eu pedi para que eles não taxassem as empresas brasileiras, que já são hipertaxadas pelo governo Lula", disse.
O parlamentar afirmou que reforçou o pedido em uma carta enviada ao secretário Marco Rubio e que sua atuação foca no diálogo e na diplomacia.
O senador também questionou a estabilidade emocional de Lula. "O Lula parece que está um pouco desorientado nesses últimos dias. Eu não sei se ele tomou alguma coisa ou se os criminosos dele, do PCC e do Comando Vermelho, estão pressionando ele e, por isso, ele está um pouquinho fora do eixo", declarou.
Por fim, o parlamentar enviou uma mensagem ao secretário americano. "Aproveito aqui para deixar um abraço ao secretário Marco Rubio. Pode ter certeza de que essa postura agressiva e irresponsável do Lula não representa o povo brasileiro", concluiu, projetando uma mudança nas relações bilaterais a partir de 2027.
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