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Girão critica rejeição à CPI do Crime Organizada: 'Falta vergonha na cara'

Senador quer evitar novas manobras como a realizada antes da votação e que trocou parlamentares votantes

Da redação
DA REDAÇÃO

15/04/2026 • 15:14 • Atualizado em 15/04/2026 • 15:14

O senador Eduardo Girão (Novo) criticou, nesta quarta-feira (14), o resultado da CPI do Crime Organizado, que terminou ontem, com a rejeição do relatório final, do relator Alessandro Vieira. Para Girão, “faltou vergonha na cara” dos parlamentares para aprovar o texto.

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“Foi um relatório muito técnico, algo inédito inclusive, demonstrando em capítulos e capítulos onde ele [relator] via indícios em relação a alguns ministros do STF, assim como do procurador-geral da República, a omissão flagrante”, afirmou Girão em conversa com a Band News.

O relatório final pedia o indiciamento de três ministro do Supremo Tribunal Federal: Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Mendes chegou a criticar o documento e avaliá-lo como “sem base legal”. Já Toffoli chamou de “aventureiro”.

Em uma manobra para rejeitar o relatório, três dos 11 membros titulares foram trocados horas antes da votação. Os senadores Sergio Moro (PL) e Marcos do Val (Avante) foram substituídos por Beto Faro (PT) e Teresa Leitão (PT).

Girão criticou duramente a mudança. “Nem posso dizer que houve pressões externas, mas o governo Lula mudou, através da liderança do MDB, senadores que debateram, fizeram as eletivas, para colocar forasteiros, que não participaram de uma reunião sequer da CPI. É muito triste ver isso no Senado.”

“Perdemos por dois votos, justamente por essa mudança feita pelo PT, pelo governo lula e pelo centrão também”, completou o senador, se referindo ao resultado da votação, que foi de 6 votos contrários e 4 a favor do texto final.

Por conta disso, o senador afirmou que encaminhará ao Senado projetos de decreto legislativo para evitar que parlamentares que não participarem de um comissão seja impedido de votar nela. Segundo ele, é que todos os votantes tenham participado de ao menos 70% das sessões.

“Foi uma CPI que terminou de forma prematura, forçada. Teve requerimento meu que sequer foi votado (…) Teve má vontade da presidência da CPI, mas mesmo assim Alessandro Vieira conseguiu fazer uma malabarismo e apresentou um relatório muito independente, técnico e robusto.”

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