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Governo federal deve editar MP para subsidiar diesel nesta terça-feira

Importação do óleo diesel terá subsídio de R$ 0,92 por litro caso não tenha adesão dos estados

Por Redação
REDAÇÃO

30/03/2026 • 13:46 • Atualizado em 30/03/2026 • 13:46

Juliana Rosa
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Diesel R da Petrobras tem 10% de óleo vegetal, como o de soja

Diesel R da Petrobras tem 10% de óleo vegetal, como o de soja

Michel Chedid/Petrobras

O governo federal deve editar nesta terça-feira (31) uma Medida Provisória (MP) para subsidiar o valor da importação do óleo diesel após o preço do petróleo disparar após o início da guerra do Irã com Israel e Estados Unidos.

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Segundo informações obtidas pela colunista de Economia da Rádio BandNews FM, Juliana Rosa, a MP será editada independente de os estados aderirem ao plano do governo federal. A medida será temporária e válida por 60 dias, com custo de estimado entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões.

O texto da MP deve ter a concessão do subsídio de R$ 1,20 por litro, com R$ 0,60 custeados pelo governo federal e os outros R$ 0,60 pelos estados. Caso os estados não contribuam com a iniciativa, o governo federal vai aumentar o valor do subsídio para o valor de R$ 0,92 por litro.

De acordo com o Ministério da Fazenda, nem todos os estados tinham aderido ao plano até o início desta tarde. A pasta terá um posicionamento dos estados e do DF ainda nesta segunda-feira (30).

Com o barril de petróleo operando na casa dos US$ 115, um forte aumento em relação aos US$ 70 registrados antes do início do conflito no Oriente Médio, a importação de diesel se tornou inviável para as empresas.

Diálogo com governadores

Apesar do movimento federal, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou que a adesão dos estados à redução do ICMS sobre o diesel importado não é obrigatória. Segundo ele, o governo federal já "fez a sua parte" e mantém um bom canal de comunicação com os entes federativos para viabilizar o alívio nas bombas.

Ao ser questionado se a medida seria um aceno para conter o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em pesquisas eleitorais, o ministro descartou qualquer viés político na decisão econômica. "O subsídio não tem a ver com eleição. A questão do petróleo é com a guerra. Nós não temos o poder de acabar com a guerra e ela tem consequências no mundo inteiro", rebateu Alckmin.

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